Eleições na Grécia

O que é necessário saber para acompanhar as eleições da Grécia

O censo eleitoral é composto por 9,8 milhões de cidadãos Segundo as pesquisas, apenas sete partidos conseguirão entrar no Parlamento

ATENAS (ENVIADA ESPECIAL) - 24 ene 2015 - 16:26 UTC

Dezoito partidos e quatro coalizões disputam as eleições gerais deste domingo na Grécia. Será um pleito antecipado - estava marcado para junho de 2016, ao fim do atual mandato - porque a Câmara não conseguiu eleger o presidente do país, como estabelece a Constituição.

O censo eleitoral é composto por 9,8 milhões de cidadãos, mais de um terço dos quais na região de Ática, que abriga a capital do país Atenas. Os colégios eleitorais estarão abertos entre as sete horas da manhã e as sete horas da tarde (uma hora a menos na Península).

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De todas as forças que se apresentam, apenas sete conseguirão, segundo as pesquisas, entrar no Parlamento, porque a lei eleitoral condiciona a representação a um mínimo de 3% dos votos. A porcentagem de votos conseguidos pelos partidos que ficarem de fora influencia no número necessário para conseguir a maioria absoluta. O vencedor das urnas - segundo todas as pesquisas, o partido de esquerda Syriza - recebe um bônus de 50 cadeiras.

Esses são os partidos que, segundo as pesquisas, conseguirão lugares no Parlamento. Estão ordenados dos mais mencionados aos menos nas consultas de intenções de votos:

  • Syriza. Partido de esquerda anti-austeridade e anti-resgate liderado por Alexis Tsipras. Prometeu uma negociação "dura" com os empréstimos internacionais para reestruturar a volumosa dívida grega (174% do PIB, 300 bilhões de euros), mas sempre dentro do âmbito da zona do euro. Também propõe um plano de emergência para aliviar a crise humanitária pela qual um terço da população passa depois de cinco anos de austeridade.
  • Nova Democracia. O partido conservador de Andonis Samarás, líder da coalizão bipartidária governando o país, promete continuar tocando as reformas estruturais exigidas pela comissão de resgate e manter os compromissos acordados com os credores, mas também abandonar o resgate este ano e baixar progressivamente os impostos. Samarás reiterou sua oferta de articular forças pró-Europa se for eleito, o que acontecerá se Tsipras falhar na formação do governo (se os dois falharem, o encarregado será o terceiro partido mais votado).
  • Aurora Dourada. O partido neonazista, cuja cúpula está em prisão preventiva por causa de um assassinato cometido em 2013 por um dos seus membros, reivindica a saída da Grécia da União Europeia e o rompimento unilateral do pagamento da dívida. As pesquisas de intenção de votos lhe dão cerca de 5% de apoio. Disputa o terceiro lugar com o To Potami.
  • To Potami (O Rio). Fundado no último mês de março, foi a surpresa das eleições europeias de maio ao conseguir eleger dois deputados. Agora, concorre pela primeira vez nas gerais com um programa de centro, liberal na economia e claramente pró-Europa. Como condição para apoiar o futuro Executivo, exige que sejam aplicadas reformas estruturais impostas pela comissão de resgate dos credores.
  • KKE (Partido Comunista da Grécia, em siglas gregas). Ortodoxo, stalinista e totalmente anti-europeu, jogará a carta da oposição interna, como vem fazendo. Defende, como o partido neonazista, o não pagamento da dívida e é a favor da saída da Grécia da União Europeia e da Otan.
  • Pasok (socialista). Aliado minoritário do governo presidido por Andonis Samarás, e despencando nas pesquisas, propõe continuar cumprindo com o programa de resgate, mas com medidas para aliviar a situação dos cidadãos.

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