Crime organizado

Polícia prende 4 e identifica outros 12 por ataques do PCC

Detidos são investigados por ordenar o fechamento de lojas na zona norte de São Paulo

Técnicos retiram ônibus incendiado na zona norte de São Paulo.
Técnicos retiram ônibus incendiado na zona norte de São Paulo.Alex Silva (ESTADÃO)

A Polícia Civil de São Paulo anunciou nesta quarta-feira que deteve quatro pessoas suspeitas de ordenarem o fechamento de lojas na zona norte de São Paulo durante uma onda de ataques orquestrada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Os crimes ocorreram, conforme a polícia, em retaliação ao assassinato de um de seus supostos líderes. Dois dos quatro detidos eram adolescentes e foram levados uma unidade de internação da Fundação Casa. Um dos adultos foi liberado logo após pagar fiança. O outro segue preso.

De acordo com a polícia paulista, outras 12 pessoas foram identificadas por terem incendiado um ônibus na avenida Zaki Narchi, nas proximidades do DEIC, o departamento policial que investiga o crime organizado e facções como o PCC. Nenhum deles foi preso, no entanto.

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Os ataques de terça-feira reviveram o temor de ações como a de 2006, quando, em uma semana, 493 pessoas morreram depois de uma série de atos criminosos do PCC. A polícia chegou a emitir comunicados internos alertando os policiais de que haveria atentados contra delegacias e bases da PM. Os crimes se restringiram à incineração de sete veículos, o fechamento de duas vias na zona norte e às ordens de toque de recolher de comércios. Um homem morreu atropelado durante o bloqueio do rodoanel. Inicialmente a polícia havia dito que a vítima havia sofrido um infarto.

As ações do PCC ocorreram depois do assassinato do comerciante Jorge Vieira Porcinato, de 39 anos. Ele é suspeito de ser um dos líderes da facção na zona norte da cidade e usaria uma pizzaria para lavar dinheiro para a facção. O assassinato dele ocorreu na noite de domingo.

Nesta quarta-feira, a polícia identificou uma outra razão para a série de ataques: a prisão de Geraldo Alves Ferreira, o Buda, de 32 anos. Ele é apontado como um dos integrantes do PCC responsável por planejar fugas de membros do grupo criminoso de prisões paulistas. Buda figurava na lista dos dez bandidos mais procurados do Estado.