A Fase Rosa, música do mundo com DNA brasileiro

Banda mineira que usa ritmos brasileiros para interpretar sons internacionais inicia turnê

Os integrantes da banda, Rodrigo, Rafael, Fernando e Thales.
Os integrantes da banda, Rodrigo, Rafael, Fernando e Thales.Divulgação

Você gosta de música brasileira, mas sente falta de novidade. Gosta de ritmos nacionais como MPB, samba e axé, mas não quer virar especialista em só um deles e, além disso, gosta que o Brasil converse musicalmente com o resto do mundo. A solução de seus problemas pode estar em Minas Gerais e atender pelo nome de A Fase Rosa – uma banda da cena independente mineira que é muito competente fazendo essa mistura de aqui e lá e ontem, hoje e sempre.

Mais conhecidos em Belo Horizonte, onde se reuniram em 2009 e até hoje residem, os quatro integrantes do grupo vêm a São Paulo nesta sexta-feira, 14 de novembro, para o lançamento de seu segundo álbum, Leveza. É o começo de uma turnê nacional, que pretende ampliar a repercussão deste trabalho de traduzir tudo o que é mundo numa linguagem brasileira – e que já tem shows marcados no Rio de Janeiro e em algumas cidades do Nordeste.

Leveza dá continuidade ao primeiro disco da Fase Rosa, Homens lentos, mas, segundo Thales Silva, que assume a guitarra e o vocal, “se deu de modo muito leve e resultou em músicas mais despretensiosas, menos carregadas e com letras mais positivas e cativantes”. Não que o primeiro trabalho não aponte nesta direção, mas o novo álbum transparece certo amadurecimento.

Nele se assomam as principais inspirações dos Rosa, que inclui intelectuais do tropicalismo como o geógrafo Milton Santos, o antropólogo Darcy Ribeiro e o escritor Eduardo Galeano – este último, uruguaio –, tanto como grandes destaques da música brasileira nos anos 70 (Tom Zé, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Paulinho da Viola e Itamar Assunção).

Thales explica que o nome da banda evoca “coisas com as quais nos identificamos” e, mais especificamente, a ‘fase rosa’ de Pablo Picasso, que ganhou esse título por conta de pinturas e colagens mais alegres do pintor espanhol. “Gostamos desse contraste entre razão e festa, a coisa do carnaval, da brincadeira”, diz.

Cativam especialmente as canções A praia, que evoca “o momento que vivíamos com a explosão da Praia da Estação”, em Belo Horizonte; Paraíba, que fala de feminismo; e Mãos unidas, que faz referência direta aos “livros que tratavam da construção das nações latino-americanas”, entre eles O povo brasileiro, de Darcy Ribeiro. Todo o álbum está disponível para download no site da banda, que inclui comentários faixa a faixa.

Conheça de perto no show que acontece sexta no espaço cultural Puxadinho da Praça, na Vila Madalena, ou baixe o disco para embalar seu fim de semana.

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