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Jogador Adriano é acusado de colaboração com o narcotráfico

O atacante brasileiro vê frustrado seu contrato com o Le Havre francês

Adriano, em uma imagem de dezembro de 2010.
Adriano, em uma imagem de dezembro de 2010. AP

Explosivo atacante brasileiro que há uma década foi a estrela da Inter de Milão, Adriano Leite Ribeiro foi acusado na terça-feira pela Promotoria do Rio de Janeiro de ter conexões com grupos de traficantes de sua cidade natal, e pode ser condenado a até 20 anos de prisão. O ‘Imperador”, como era conhecido na sua juventude, culmina com essa acusação oito anos de descida ao inferno e, ao ter o passaporte retido, vê frustrada sua última tentativa de retornar ao futebol profissional dias depois de ter anunciada como “99%” certa sua contratação por um clube da Segunda Divisão francesa, o Le Havre.

As autoridades cariocas dizem que o jogador, de 32 anos, campeão e maior goleador da Copa América de 2004 com a seleção brasileira, colabora com um grupo de traficantes da favela de Vila Cruzeiro, lugar de nascimento do atleta. Concretamente, é acusado de ter comprado, em 2007, uma motocicleta para um dos chefes do grupo e emprestar seu carro para o transporte de drogas e armas. Adriano, conhecido por gostar de festas noturnas e do consumo de álcool, está desde abril sem equipe, quando foi despedido do Atlético Paranaense por “baixo rendimento físico”, após jogar só uma partida: mais um fracasso na lista de oportunidades desperdiçadas no futebol brasileiro, onde chegou já com problemas pessoais e físicos em 2009 e onde jamais conseguiu recuperar o grande nível mostrado no Calcio italiano nas temporadas 2003-2004 e 2004-2005.

A Promotoria não julga ser necessária a prisão de Adriano, mas solicitou o confisco de seu passaporte pelo jogador “ser uma pessoa com elevados recursos financeiros”, para evitar uma possível fuga, de acordo com o canal de televisão ESPN.

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