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Adriano é despedido do Atlético-PR e volta a ficar sem equipe

A indisciplina e a vida noturna voltam a afastar ‘O Imperador’ do futebol profissional após marcar seu primeiro gol pelo clube

Adriano durante a partida contra o The Strongest no último dia 8.
Adriano durante a partida contra o The Strongest no último dia 8. EFE

A indisciplina e a vida noturna voltam a afastar Adriano Leite, conhecido como ‘O Imperador’, do futebol profissional. O atacante, que jogou sua primeira partida oficial com o Atlético Paranaense no começo deste mês, dois anos e em um mês depois da última (em sua etapa com o Corinthians), foi despedido esta manhã pelo clube após uma semana complicada para a equipe, que foi eliminado da Copa Libertadores, e para o próprio jogador, que meteu seu primeiro e único gol com a equipe de Curitiba na derrota contra The Strongest, da Bolíva, por 2X1, faltando depois aos treinamentos na quinta e na sexta-feira e sendo fotografado em uma área VIP de uma discoteca da capital do Estado do Paraná.

O clube informou sobre a saída do jogador em um comunicado e afirmou que a decisão foi tomada “de comum acordo” depois de se consumar a eliminação da equipe na Copa Libertadores. “O Atlético Paranaense deseja sorte ao jogador Adriano em seus próximos projetos”, foi a mensagem final dos dirigentes. O jogador confirmou sua saída no Twitter e mostrou seu agradecimento ao Atlético Paranaense: “O objetivo de minha ida ao clube foi cumprido e hoje estou de volta aos campos. Minha passagem pelo time foi muito gratificante. Agora vamos dar sequência ao que mais gosto de fazer, jogar bola”, escreveu o atacante, de 32 anos, cujo contrato acabava no final do ano.

O jogador foi contratado pelo Atlético Paranaense, treinado pelo espanhol Miguel Ángel Portugal, no último dezembro depois de anunciar seu desejo de voltar à elite do futebol e, inclusive, de chegar a ser incluído na lista de 23 convocados que o Brasil levará ao próximo Campeonato Mundial. De imediato, foi submetido a um processo de reabilitação física e emagrecimento que deu frutos aparentes, embora o jogador tenha sofrido um par de lesões leves que o impediram de jogar partidas oficiais até o último 2 de abril e que ocasionaram, segundo fontes do clube, um “forte desânimo”.

A última década de Adriano, depois de bons anos na Itália e uma exitosa e longínqua campanha no Inter de Milán (2004-2005) que o levou a ser considerado o possível sucessor de Ronaldo e a jogar o Mundial de 2006, foi pródiga em manchetes relacionadas com sua intensa vida noturna, supostos excessos com álcool e outras drogas, depressões relacionadas com contratempos sentimentais e uma contínua baixa de rendimento esportivo que o levou a receber em três ocasiões (2006, 2007 e 2010) o ‘prêmio’ irônico de jogador mais decepcionante da Serie A italiana, conhecido como Bidone D’Oro. Posteriormente jogou no Flamengo, no Roma, também da Itália, e no Corinthians sem nunca voltar a seu nível.

A ausência aos treinamentos e a volta à vida noturna desta semana não condizem com as palavras que ele pronunciou na última terça-feira, ao final da partida contra o The Strongest, quando sustentou que o gol marcado aumentava sua confiança: “Espero seguir jogando para recuperar meu ritmo, que é o mais importante […] Está claro que os fãs sempre esperam mais, mas estou cumprindo o programa preparado pelo clube e busco melhorar à cada partida”. Os próximos passos do jogador não são conhecidos.