Virgin estimula seus funcionários a tirarem quantas férias quiserem

Fundador do grupo empresarial libera férias ilimitadas desde que não prejudiquem o trabalho

O presidente do grupo empresarial Virgin, Richard Branson.
O presidente do grupo empresarial Virgin, Richard Branson.

O multimilionário fundador do grupo empresarial Virgin, Richard Branson, disse nesta quinta-feira aos 170 funcionários dos escritórios centrais de sua empresa que “podem tirar as férias que quiserem”, quando quiserem, com a única condição de que não prejudiquem o negócio da empresa. “O trabalho flexível revolucionou os critérios de como, onde e quando fazemos nosso trabalho”, disse Branson, em um comunicado em seu site, citado pelo jornal britânico The Financial Times. “Se trabalhar das 9h às 17h já não vale, por que as políticas de férias estritas deveriam valer?”

Branson admitiu que sua posição é inspirada no Netflix, o serviço norte-americano de vídeo em streaming que tem uma política parecida à proposta dele, e não contabiliza as férias de seus funcionários.

Os avanços na tecnologia se traduziram em uma suavização das fronteiras entre a vida profissional e a vida privada, e implicam que as empresas “já não estejam em condições de monitorar detalhadamente o tempo que os funcionários passam em seus postos de trabalho”, explicou Branson, que acrescentou que o pessoal de sua empresa não precisa pedir autorização prévia antes de tirar folga.

A medida será aplicada no momento apenas aos escritórios centrais da empresa, em Londres e Nova York. O restante do grupo Virgin, que emprega cerca de 50 mil pessoas em todo o mundo nos setores de transporte, aviação, tecnologia e banco, não adotará a mesma política ainda. “Supondo que tudo corra bem como esperamos, estimularemos todas as nossas filiais a seguir esse exemplo, algo que será incrivelmente emocionante de ver”, insistiu.

Branson pode encontrar resistências por parte de seus sócios ou, em muitos casos, dos proprietários das empresas da marca Virgin. Em muitos casos, o multimilionário tem participação minoritária nas empresas que levam a marca Virgin, e, em outros, apenas uma licença para o uso do nome.

Nas empresas em Branson controla é acionista majoritário, como Virgin Atlantic e Virgin Trains, os demais acionistas possuem 49% do capital.