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O Banco Central mantém a taxa de juros apesar do estouro da inflação

A Selic foi mantida em 11% ao ano pela segunda vez consecutiva, apesar de a inflação ter ultrapassado o teto da meta do governo em junho

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro manteve nesta quarta-feira a taxa de juros referencial da economia do país em 11% ao ano, apesar de a inflação ter ultrapassado o teto da meta do governo em junho. A taxa Selic, como é conhecida, ficou estável pela segunda vez consecutiva, após o encerramento de uma série marcada por nove altas seguidas.

A taxa de juros é um valioso instrumento no controle da inflação. Quando há uma elevação, o crédito fica mais caro e difícil de se obter, levando a um freio maior no consumo que, consequentemente, promove uma queda maior dos preços. Mas um efeito colateral é o impacto na expansão do país.

A decisão foi tomada de forma unânime pelos oito membros do Copom e ficou em linha com a expectativa da maioria dos analistas e agentes do mercado financeiro. A manutenção da Selic levou em conta a “evolução do cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação”, segundo o colegiado.

O medidor oficial da inflação no país superou o teto da meta estabelecida pelo Governo brasileiro em junho. No período de 12 meses encerrado no mês passado, o avanço acumulado dos preços chegou a 6,52%, embora tenha perdido intensidade em relação a maio, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A equipe econômica do Governo brasileiro trabalha com uma meta de 4,5% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A última vez que o teto de 6,5% havia sido superado foi também em junho do ano passado.

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