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Copa do Mundo 2014

O príncipe Harry assiste a um péssimo jogo

A Inglaterra se despede com sua versão mais deprimente contra os organizados ‘ticos’

Rooney se lamenta na despedida da Inglaterra Ampliar foto
Rooney se lamenta na despedida da Inglaterra EFE

O príncipe Harry assistiu um péssimo jogo no Mineirão. O quarto herdeiro ao trono da Inglaterra na linha sucessória teve coragem para aparecer no estádio. Nada fazia crer que sua seleção, a Inglaterra, faria algo digno de recordação, e assim foi. A equipe mostrou sua versão mais deprimente, culminação e despedida de um torneio calamitoso. Os torcedores ingleses, normalmente ruidosos e musicais, permaneceram em silêncio durante longos minutos porque o que viam em campo não tinha forma, conteúdo ou espírito. Em uma partida que não valia nada, a Costa Rica manteve o nível e exibiu-se com desenvoltura. O fato da seleção do pequeno país centro-americano acabar em primeiro do Grupo D, o chamado ‘Grupo da Morte’, na frente de Inglaterra, Itália e Uruguai, três campeões mundiais, diz muito da performance ruim da Inglaterra, que deixa o Brasil com um ponto.

Roy Hodgson mostrou-se desorientado durante todo o périplo sul-americano. Em Belo Horizonte foi enorme sua perplexidade e a de seus jogadores, que não conseguem escapar da confusão. O treinador inglês não demonstrou confiança em Shaw, Wilshere, Barkley e Lallana. Estes integrantes da nova geração de jogadores se caracterizam por ter um sentido diferente do jogo. Diferentemente de gerações anteriores, se dão melhor jogando com toques curtos, no chão, do que dando chutões pelo alto. Hodgson os considerou como sendo do segundo escalão de seu time e os guardou até tudo estar perdido. Então, já eliminados, contra a Costa Rica, os escalou como titulares.

Desmoralizados pela falta de respaldo do treinador e por sua condição de desqualificados, os ingleses não conseguiram criar nada de concreto no campo. Chocaram-se uma ou outra vez contra a Costa Rica. A equipe dirigida por Jorge Pinto trabalha com uma sincronia admirável na defesa. Não só todos ajudam como o fazem em uma ordem difícil de encontrar neste campeonato. Os talentosos Lallana, Barkley e Sturridge estavam tão perdidos que eram quase sempre antecipados. Os ticos roubavam a bola com a mesma naturalidade com que jogavam. Sem complicarem-se, Borges e Ruiz articularam as jogadas e foram agrupando os companheiros até colocar a defesa rival em apuros. Não criaram grandes chances, além de uma falta de Borges que bateu no travessão, mas tampouco lhes fez falta. Com um empate eram os primeiros do grupo.

A Inglaterra equilibrou a partida no segundo tempo. Conseguiu através da vontade e da agressividade. Marcou mas em nenhum momento ficou com a bola ou finalizou mais que seu adversário. A despedida da Copa foi sofrida.

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