A Austrália diverte o público no jogo contra a Holanda

Os ‘orange’ precisam da atuação de seus atacantes para dobrar um adversário difícil

Robben dispara para marcar o primeiro gol da Holanda.
Robben dispara para marcar o primeiro gol da Holanda.MARKO DJURICA (REUTERS)

Para a Holanda os gols saem aos borbotões contra seleções do nível da Espanha e também contra equipes divertidas como a Austrália. Os ‘orange’ precisaram da atuação de seus melhores atacantes para dobrar um adversário difícil, protagonista da partida durante toda uma hora, apenas derrotado pelo desgaste físico e também por uma certa ingenuidade, expressada em sua debilidade nas bolas pelo alto, lento nas suas e tímido nas da Holanda.

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Van Gaal teve de recorrer ao banco de reservas depois de entrar em campo com a mesma equipe e tática que tão bem funcionou contra La Roja. Os holandeses sofreram finalmente o intercâmbio de chances e ganharam por ser mais equipe e dispor de individualidades melhores, algumas já famosas como Robben e Van Persie, e uma novidade, de nome Memphis Depay, que selou a vitória com um gol tão afortunado quanto sua atuação.

Ainda que esteja na parte de baixo do ranking da FIFA, a Austrália joga a Copa com uma grandeza surpreendente, atrevida e intensa, excelente na intensidade física e uma ocupação interessante do campo. A Holanda sentiu-se muito incomodada em Porto Alegre. Entrando com soberba, pôde apenas correr e enfrentar o corpo a corpo, um terreno que não é muito habitual para os garotos de Van Gaal.

Não encontrou alívio nem no gol de Robben depois de um estupendo contra-ataque puxado pelo atacante, forte no arranque para ganhar de Wilkinson e outro atleta na corrida desde o meio campo até a área adversária, preciso no momento de chutar cruzado na saída do goleiro da Austrália. Ninguém conseguiu alcançar Robben na corrida, a única antes do intervalo, bloqueada como esteve a Holanda. A resposta foi imediata por parte da Austrália. Cahill, o maior goleador da história de seu país, acertou um voleio excepcional, indefensável para Cillessen. A bola chegou na medida depois de uma virada da direita para a esquerda e o atacante nem sequer a deixou pingar para mandá-la fora do alcance do goleiro da Holanda. Um gol esplêndido que coroava a excelente partida da Austrália, superior inclusive na posse de bola durante o primeiro tempo: 51% contra 49%.

Muito à vontade, intensa e veloz, a seleção de Postecoglou chegava toda hora na frente da zaga da Holanda. A partida adquiriu uma emoção surpreendente pela facilidade com que os australianos chegavam na frente de Cillessen. Houve inclusive uma chance clamorosa de Bresciano, que não acertou o gol depois de receber um excelente cruzamento, antes do árbitro marcar pênalti por toque de mão de Janmaat. Jedinak marcou o castigo e a pólvora acabou para a Austrália depois de Leckie finalizar de peito um cruzamento que pedia um chute final contra o arco da Holanda. Apesar de surpreendidos pelo pênalti, os holandeses mudaram para melhor no segundo tempo, superiores nas diversas facetas do jogo, acertando o gol em disparos de Van Persie e Memphis Depay.

A Holanda sentiu-se incomodada em Porto Alegre. Entrando com soberba, pôde apenas correr.

Van Persie se posicionou muito bem para receber um passe bem dado de Sneijder e finalizou com a esquerda sem compaixão depois de ficar em posição legal graças ao lateral esquerdo australiano, que ficou parado, mal colocado como os zagueiros. E Memphis Depay, incisivo e insinuante, ar fresco na Holanda, coroou sua participação com um chute de meia distância que o goleiro Ryan não conseguiu defender.

A Austrália tem bons jogadores como Leckie e o goleador Cahill, que não jogará contra a Espanha por estar suspenso, da mesma forma que Van Persie não jogará contra o Chile. A dúvida é o lesionado Martins Indy. Ambas as equipes aguardam entretanto com a tranquilidade na última rodada. Os holandeses estão quase classificados e os australianos quase eliminados depois de fazer ontem uma divertida partida que de qualquer forma acabou como estava escrita.

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