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A modelo que levou o vitiligo à passarela

A inspiradora história de Chantelle Brown-Young, uma participante do reality show de modelos 'America's Next Top Model', que não desistiu de ser modelo apesar de sua doença

A modelo que levou o vitiligo à passarela

Ela tem 19 anos, é canadense e é uma das participantes da nova edição do America's Next Top Model, um popular reality show da rede de televisão norte-americana CW. A história de Chantelle Brown-Young seria o típico relato de uma jovem que deixa sua cidade para tentar a sorte no mundo da moda, não fosse o fato de que desde os quatro anos ela sofre vitiligo. Uma doença degenerativa que afeta consideravelmente o aspecto físico porque os melanócitos, que são as células responsáveis pela pigmentação da pele, desaparecem e deixam de produzir melanina. O efeito é uma pele com manchas bem mais claras que o tom natural.

No entanto, o vitiligo não foi um impedimento para que Chantelle lutasse para manter o que já se mostra como uma promissora carreira na indústria da moda. Por enquanto, é a mais popular das candidatas do programa que busca a nova 'top model' da América, é a protagonista de uma espetacular sessão de fotos para o Showstudio, um premiado site de moda, feita pelo prestigiado fotógrafo Nick Knight, desfilou para várias marcas e sua história está sendo muito compartilhada nas redes sociais (só no Instagram ela tem mais de 100.000 seguidores). Além disso, se converteu em uma referência e uma inspiração para aqueles que sofrem com a doença que popularizada por Michael Jackson.

A modelo que levou o vitiligo à passarela

Ela se define como “modelo porta-voz do vitiligo” e assegura que a convivência com sua pele nem sempre foi tão fácil como agora. “Desde pequena, sofri muita discriminação e costumavam me chamar zebra ou vaca”, assegura em uma entrevista publicada por Thosegirlsarewild no Youtube. “Tive que explicar que não sou um monstro, que não causo mal”, acrescenta, rindo.

Para Chantelle Brown-Young tudo é bem mais simples do que pode parecer. “Tem pessoas que têm a pele negra e tem gente que tem a pele branca. Eu simplesmente tenho as duas”. Toda uma lição, não só de superação, mas também de sabedoria. Um exemplo mais de que na moda a diversidade sempre é bem-vinda.