A prisão de observadores internacionais eleva a tensão na Ucrânia

Oito inspetores de uma missão da OSCE foram detidos em Slaviank por independentistas pró-russos Eles são acusados de entrar no território sem permissão e de serem "espiões da OTAN"

Agências
Slaviansk / Berlim - 26 abr 2014 - 16:29 UTC
Militantes pró-russos no local onde estariam detidos os observadores.
Militantes pró-russos no local onde estariam detidos os observadores.Scott Olson / Getty Images

A prisão de oito representantes da Organização para a Cooperação e Segurança na Europa (OSCE) em Slaviansk, leste da Ucrânia, elevou a tensão na região, poucas horas depois de o Pentágono assegur que a Rússia havia invadido o espaço aéreo ucraniano e de o G7 decidir adotar novas medidas contra o regime de Moscou, que podem entrar em vigor nesta próxima segunda-feira. 

O grupo fazia parte de uma equipe da OSCE formada por quatro alemães, um polonês, um dinamarquês, um checo e um sueco, acompanhados por cinco membros do exército ucraniano, que também foram detidos. A porta-voz da OSCE, Natacha Rajakovic, explicou em declarações à agência EFE em Viena que tudo indica que os presos, identificados pelo Governo de Kiev como "observadores da OSCE", sejam de um contingente de observadores militares enviados à Ucrânia em virtude de "acordos bilaterais". A OSCE já enviou um grupo para negociar a libertação. 

A ministra de Defesa alemã, Ursula von der Leyen, exigiu hoje a libertação imediata do grupo. Apesar das pressões da Alemanha e dos EUA, os separatistas se negam a liberar os inspetores, detidos no bastião dos pró-russos no leste da Ucrânia. "Entraram em nosso território sem permissão", declarou Viatcheslav Ponomarev, líder local dos separatistas.  "Fui informado de que entre eles havia membros do exército ucraniano, gente que veio como observador da comunidade europeia, mas que levava entre eles um verdadeiro espião, isso não é o correto", acrescentou Ponomarev. Outro porta-voz das forças pró-russas assegura que eles serão libertados em uma troca com presos de seu grupo. "Diante das pressões, Rússia assegura que fará "tudo o que esteja em suas mãos". 

Em frente à sede dos serviços de segurança de Slaviansk, ocupada pelos pró-russos, local onde parecem estarem detidos os membros da OSCE, as barricadas foram reforçadas e foram estacionados três blindados.   

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