Vladimir Putin espera não ter que enviar tropas à Ucrânia

O presidente lembra que o Parlamento russo lhe concedeu o direito de usar a força militar "Os países europeus obtêm entre 30 a 35% de seu gás fornecido pela Rússia. Eles podem deixar de comprar o gás russo? Em minha opinião, é impossível", afirma

A entrevista de Putin, vista da Crimeia. FOTO: EFE | EL PAÍS-LIVE! (reuters_live)
Agências

O presidente russo, Vladímir Putin, afirmou nesta quinta-feira que tem o "direito" de enviar tropas à Ucrânia, embora esclareceu que espera não ter que fazer isso. O mandatário acusou as autoridades ucranianas de cometer um crime grave ao utilizar o Exército para sufocar os distúrbios no leste do país.

Putin lembrou que o Parlamento russo lhe concedeu o direito de usar a força militar na Ucrânia, mas disse que espera que o conflito se resolva pela via do diálogo. "Somos capazes de resolver todos os problemas através de políticas e meios diplomáticos", comentou o presidente durante um programa de televisão em que respondeu algumas perguntas dos telespectadores, que em sua maioria foram sobre o tema ucraniano.

O líder russo ressaltou a dependência que a Europa tem do gás russo. "Os países europeus obtêm entre 30 a 35% de seu gás fornecido pela Rússia. Eles podem deixar de comprar o gás russo? Em minha opinião, é impossível", afirmou.

Putin defendeu a anexação da Crimeia à Rússia e assegurou: "É preciso permitir que as pessoas determinem seu próprio destino. Isso é o que vamos trabalhar com os nossos sócios". O presidente ressaltou a importância das conversas desta quinta-feira em Genebra entre os Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Ucrânia, sobre o futuro da ex-república soviética.

Ainda que negue a reconhecer como legitima as novas autoridades ucranianas, Putin afirmou que espera chegar a um acordo com Kiev, que não são capazes de ficar "um sem o outro".

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