Havana insiste na troca de Gross pelos espiões cubanos

O Governo cubano sustenta que está disposto a buscar junto aos EUA uma solução para a situação do americano e que seu estado de saúde é bom

Manifestação a favor da libertação de Alan Gross.
Manifestação a favor da libertação de Alan Gross. (AP)

O Governo de Cuba insistiu nesta quarta-feira na sua proposta de trocar o empresário norte-americano Alan Gross pelos três cubanos presos em 2009 nos Estados Unidos por crimes de espionagem e condenados em 2001 a penas que variam entre 15 anos e a prisões perpétuas. Através de um comunicado difundido pela imprensa cubana, o Ministério das Relações Exteriores da ilha (Minrex) também informou que Gross recebeu “um tratamento digno e decoroso” no hospital onde está preso.

No documento, assinado pela diretora geral dos Estados Unidos no Minrex, Josefina Vidal Ferreiro, Havana “reitera sua disposição em buscar, junto ao governo norte-americano, uma solução para o caso do Sr. Gross, aceitável para ambas partes, que contemple as preocupações humanitárias de Cuba relacionadas com o caso dos três cubanos do grupo dos Cinco, que continuam injustamente presos nos Estados Unidos por mais de 15 anos”. Esta proposta já havia sido feita pelos representantes da ilha durante a mais recente sessão do diálogo migratório bilateral, que ocorreu em Havana em janeiro.

Segundo as autoridades cubanas, o empresário Alan Gross encontra-se em “boas condições físicas e sua saúde é normal e estável”, ainda apesar da greve de fome que decidiu fazer há quase uma semana, no último dia 3 de abril. Desde que foi preso, há quatro anos e quatro meses, Gross “encontra-se enclausurado em um hospital, não pelo seu estado de saúda, mas sim porque no hospital se garante atenção especializada por parte da equipe médica e de saúde altamente qualificada”, segundo informa a embaixada. No hospital, diz o comunicado, ele recebeu a visita de sua esposa, seu advogado, servidores públicos diplomáticos norte-americanos, personalidades políticas e religiosas, e outros familiares e amigos.

Cuba também tem salientado que Gross foi condenado “por violar as leis cubanas, ao implementar um programa subversivo financiado pelo Governo dos Estados Unidos, mediante o estabelecimento de sistemas de comunicações ilegais e encobertos, com o uso de tecnologia não comercial”.

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