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Barcelona terá pela frente a Juventus, ‘dona’ do Calcio

Time de Massimiliano Allegri, que domina o Campeonato Italiano, busca um título europeu

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Higuaín e Dybala comemoram um gol contra o Milan. Getty Images

Depois de purgar suas culpas na Série B, a Juventus, a dona do Calcio, precisou de um período de adaptação para retomar sua rotina. Soma cinco scudetti consecutivos e já se prepara para o sexto, pois lidera a Série A do Campeonato Italiano, com 70 pontos, oito à frente da Roma. Antonio Conte, hoje no Chelsea, estabeleceu as bases de uma equipe que ninguém consegue desbancar na Itália e que, agora com o Massimiliano Allegri no banco, quer voltar a conquistar a Europa. Em seu caminho aparece o Barcelona. Outra vez. Como na final da Champions League da temporada 2014-2015, a Vecchia Signora é o obstáculo da equipe de Luis Enrique, após a definição do sorteio das quartas de final. Daquela vez, o Barça do tridente se coroou perante a Juve em Berlim (3 x 1). Pentacampeão continental, tornou-se a única equipe a conquistar pela segunda vez a tríplice coroa.

Embora os atores sejam outros, a Juve mantém o mesmo roteiro de jogo com o qual chegou à final da Champions duas temporadas atrás. Hoje, porém, entre seus titulares só há três sobreviventes daquele duelo berlinês: Buffon, Bonucci e Chiellini. Eles são a velha guarda da Juve, dando muito segurança na retaguarda, que só sofreu dois gols nesta edição da Champions, ambos na fase de grupos, contra o Lyon e o Sevilla. Do meio de campo para frente, Allegri conta exclusivamente com nomes novos. A diretoria do clube de Turim faz um trabalho formidável em cada janela de inscrições. Vende e compra bem. E nunca perde força, pelo contrário. Em meados de 2016, transferiu Pogba para o Manchester United por 120 milhões de euros (400 milhões de reais), cifra recorde no futebol.

E, para compensar a saída do francês, surrupiou o principal astro do Napoli, Gonzalo Higuaín. O Pipita respondeu com gols – já fez três na Champions, e 23 ao todo com a camisa da Juventus. O ex-atacante do Real Madrid tem a companhia da juventude e talento do Paulo Dybala, a experiência e agressividade de Mandzukić, que o convenceram a jogar de ponta-esquerda, e a vertigem de Cuadrado pela direita. Quatro punhais no ataque, custodiados pelo duplo pivô formado por Khedira e Pjanic. Além disso, o Barcelona irá se reencontrar com um velho conhecido: Dani Alves. Depois de oito temporadas no Camp Nou, o brasileiro se mudou para a Itália. Alves domina a lateral direita, enquanto seu compatriota Alex Sandro faz o mesmo pela esquerda. Mas o reencontro de Alves com seus ex-colegas não será o único desta eliminatória. Luis Suárez irá rever Chiellini, o zagueiro a quem mordeu na Copa de 2014, no Brasil, o que o levou a uma suspensão de quatro meses como atleta e de nove jogos pela sua seleção.

“É interessante enfrentar o Barça agora para ver em que nível estamos”, disse Pavel Nedved, vice-presidente do clube italiano. “Estamos em uma boa dinâmica e com o moral nas nuvens”, respondeu o vice-presidente desportivo do Barcelona, Jordi Mestre. O jogo de ida será em 11 de abril, no Juventus Stadium, um alçapão onde a equipe de Allegri acumula 46 partidos sem derrota; a volta, no Camp Nou, no dia 19.

Os jogadores do Barcelona celebram a Champions em Berlim.
Os jogadores do Barcelona celebram a Champions em Berlim. AP

Juve e Barça se medirão pela nona vez. Antes da final de Berlim, cruzaram-se nas semifinais da Champions na temporada 2002-2003. Depois de um empate em 1 x 1 na Itália, o Barça caiu no Camp Nou. No feudo azul-grená, a partida também terminou com empate em um gol, mas na prorrogação o atacante uruguaio Zalayeta marcou o gol de triunfo (1 x 2) que colocou ao conjunto bianconero na final de Manchester (perdeu nos pênaltis para o Milan). Antes, haviam se enfrentado na Recopa da Europa da temporada 1990-1991. O Barcelona de Cruyff venceu a Vecchia Signoranas semifinais e depois perdeu do Manchester United na final. O primeiro duelo entre Barça e Juve ocorreu nas quartas de final da Copa da Europa de 1985-1986. O time catalão, então treinado por Terry Venables, venceu os italianos e alcançou a final, que seria disputada em Sevilla contra o Steaua de Bucareste – vitória romena na decisão por pênaltis. Era a segunda vez que a Copa da Europa escapava ao Barça. A primeira fora em 1961, e haveria uma terceira em Atenas, em 1994.

Depois de Berlim, a Juve quer revanche contra o Barcelona, em sua busca por conquistar a Europa.

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