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Promotoria pede sete meses de prisão para Lucas Hernández e seis para companheira

Juíza encaminha caso do jogador do Atlético de Madrid para tribunal criminal

A promotoria pediu nesta segunda-feira sete meses de prisão para Lucas Hernández, jogador do Atlético de Madrid, por crime de violência doméstica, após incidente com sua companheira pelo qual foi detido na madrugada na última sexta-feira. Para ela, por sua vez, foram pedidos quatro meses de prisão, também por crime de agressão no âmbito familiar, mais dois meses pelos prejuízos causados.

Lucas Hernández julgamento Ampliar foto
Lucas Hernández ao chegar ao tribunal em Majadahonda.

Os pedidos ocorreram na retomada do julgamento imediato que havia começado na própria sexta-feira, horas depois dos fatos denunciados, mas que teve de ser suspenso por não poder contar com a presença da jovem.

Após analisar os dados, a juíza Elena Garade García concordou em remeter o caso a um tribunal penal de Madri para que seja realizado um julgamento pela jurisdição penal, segundo informação do Tribunal Superior de Justiça de Madri. A juíza decidiu manter a determinação tomada na sexta-feira de que, até que isso ocorra, os dois envolvidos não podem ser aproximar a menor de 500 metros um do outro.

O pedido da promotoria no caso de Lucas Hernández inclui, além disso, de acordo com o artigo 153.2 do Código Penal, a inabilitação especial para o direito de concorrer a eleições durante o tempo de condenação; e privação do direito ao porte e posse de armas durante dois anos.

Para sua companheira, o pedido é o mesmo quanto ao crime de violência doméstica, mas por quatro meses, acrescentando-se mais dois meses de prisão pelos prejuízos causados. Foi pedida, também, a aplicação de uma multa de 10 euros por dia por dois meses (ou seja, 600 euros, ou 2.000 reais), com a responsabilidade pessoal complementar de um dia de privação de liberdade para cada duas cotas pagas.

Nos dois casos, com base nos artigos 48 e 57 do Código Penal, pede-se a imposição de proibição de aproximação inferior a 500 metros entre um e outro, assim como de suas residências e locais de trabalho, e o veto à comunicação com ele por qualquer meio durante dois anos.

O caso foi instaurado sob a forma de julgamento imediato pela Polícia Local de Las Rozas, onde se deu a prisão do réu, e pela Guarda Civil. Essa forma de procedimento judicial foi mantida pela juíza do Tribunal.

Durante a sessão da manhã desta segunda-feira, nenhuma das partes fez acusações.

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