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Parada gay em Jerusalém tem seis feridos por ataque a faca

Judeu ultraortodoxo que foi condenado por ataque similar em 2005 voltou a ser preso

Um judeu ultraortodoxo causou pânico nesta quinta-feira durante a parada do orgulho gay de Jerusalém ao esfaquear seis pessoas em pleno centro da cidade. O agressor, que foi imediatamente detido, havia saído da cadeia há duas semanas depois de cumprir uma pena de dez anos por uma agressão semelhante em 2005, informou a polícia israelense.

Todos os feridos têm cerca de trinta anos e dois deles estão em estado grave, de acordo com os serviços de emergência. Várias testemunhas relataram que um ultraortodoxo surgiu no meio da multidão e começou a gritar e esfaquear várias pessoas antes de ser contido por diversos agentes

O agressor, Yishai Schlissel, havia esfaqueado três pessoas na parada do orgulho gay de Jerusalém há dez anos, informou à imprensa um porta-voz da polícia.

Jerusalém é uma cidade onde a religião está muito presente e onde a homossexualidade ainda tem dificuldades para se afirmar publicamente. Na manifestação desta quinta-feira participaram cerca de 5.000 pessoas, segundo a polícia, que escoltou o desfile temendo que ativistas de ultradireita, que consideram a homossexualidade uma aberração, provocassem confrontos com os participantes.

Porta-vozes da comunidade gay israelense disseram ter ficado chocados “ao ver que incidentes violentos desse tipo ainda aconteçam em 2015”, informou o jornal israelense Haaretz.

O ataque foi severamente condenado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que prometeu que o peso da lei cairá sobre o culpado e garantiu que em Israel a liberdade individual é um valor fundamental. “Devemos garantir que em Israel todos os homens e mulheres possam viver em segurança na forma que escolherem”, afirmou em um comunicado.

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