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UE dá fôlego à Grécia com parcela de dois bilhões de euros

Juncker anuncia verba não utilizada do orçamento europeu para Atenas

O presidente da Comissão Europeia, nesta sexta-feira.
O presidente da Comissão Europeia, nesta sexta-feira. AP

A União Europeia começa a dar fôlego à Grécia para aliviar sua crítica situação econômica e ao mesmo tempo tentar fazer o país se comprometer com as reformas exigidas para o desembolso de dinheiro europeu. O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciou nesta sexta-feira um auxílio imediato de dois bilhões de euros (cerca de sete bilhões de reais) para projetos urgentes. Juncker, dirigente da comunidade europeia que até agora demonstra atitude mais conciliadora em relação a Atenas, assegurou ter tomado essa decisão depois de se reunir há alguns dias com o primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras.

“A Grécia tem um problema social sério, uma crise humanitária, e precisa de dinheiro do orçamento europeu”, justificou o presidente do braço executivo da União Europeia durante entrevista coletiva. Essa parcela não é dinheiro novo, e sim parte de fundos estruturais comunitários que ficaram sem uso, e é colocada de imediato à disposição da Grécia. O país é beneficiado por uma porcentagem muito baixa da contrapartida a que são obrigados os países para receber esses fundos: 5% do total, contra os usuais 15%.

Esse montante será destinado a projetos de interesse social e de incentivo ao crescimento econômico. “O objetivo é que esse dinheiro seja empregado da melhor maneira”, disse Juncker. O anúncio foi feito depois da reunião feita na noite anterior entre Juncker e Tsipras e os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, do Banco Central Europeu, Mario Draghi, e do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, bem como dois chefes de Estado: a alemã Angela Merkel e o francês François Hollande.

O presidente do Executivo comunitário ressaltou que já disse a seu vice-presidente para o Euro e o Diálogo Social, Valdis Dombrovskis, para coordenar os esforços de um grupo de trabalho em Bruxelas e Atenas para a liberação desses recursos do orçamento comunitário para a Grécia.

Esse gesto mínimo representou a outra face de um encontro em que os parceiros europeus deram a saber à Grécia que são necessárias medidas efetivas para a liberação do dinheiro pendente da extensão do segundo resgate ao país. “Cada ponto do acordo conta”, advertiu Merkel frente à imprensa, em referência ao acordo alcançado com o Eurogrupo (reúne ministros de Finanças e outras autoridades da zona do euro) em fevereiro, que vinculava o auxílio financeiro à aplicação de reformas. Depois da reunião da noite de quinta-feira, Atenas se comprometeu a voltar a enviar uma lista de reformas para aprovação dos ministros.

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