EL PAÍS apresenta neste fim de semana três filmes latino-americanos exibidos no Festival de Cinema de Gijón

A mostra inclui o brasileiro ‘Breve miragem de sol’, o argentino ‘Lluvia de jaulas’ e o mexicano ‘Se escuchan aullidos’, do diretor Julio Hernández Cordón

Fotograma de 'Lluvia de Jaulas', do diretor César González.
Fotograma de 'Lluvia de Jaulas', do diretor César González.

EL PAÍS oferece durante 24 horas ―a partir do meio-dia deste sábado, no horário de Brasília―, através de suas edições na América e no Brasil, três filmes que fazem parte da mostra oficial do Festival de Cinema de Gijón, considerado o grande evento cinematográfico independente na Espanha. Os filmes fazem parte da Tierres en Trance, seção do Festival que apresenta novas visões do cinema latino-americano, e podem ser vistos gratuitamente. “A América Latina continua sendo um viveiro de novas ideias, de um cinema jovem que avança sem olhar para trás, um espaço onde o cinema mais intimista, frágil e silencioso continua tendo uma força inusitada”, explica Fran Gayo, gerente de programação do festival. Esses são os filmes que os leitores poderão curtir neste fim de semana.

Se escuchan aullidos, de Julio Hernández Cordón (México)

O novo trabalho do cineasta Julio Hernández Cordón (diretor de "Te prometo anarquía" e "Cómprame una pistola") é um estranho autorretrato estrelado por uma garota que pede para andar de bicicleta sem restrições. Acompanhada de seu pai, que sussurra histórias do lugar em seu ouvido, um fantasma cheio de poesia e um lobisomem que toca piano, ela faz todo o possível para encontrar o lago Texcoco.

Lluvia de jaulas, de César González (Argentina)

Os bairros populares de Buenos Aires se apresentam como prisões a céu aberto, onde a beleza flerta com a violência. É um reino de crianças insubordinadas, veteranas do chumbo. Um jardim de flores amputadas, que mesmo com muletas nas costas, crescem e dançam.

Breve miragem de sol, de Eryk Rocha (Brasil)

Conta a história de Paulo, um brasileiro desempregado e recém-divorciado que acaba de começar a dirigir um táxi à noite no Rio de Janeiro. À medida que Paulo vai aprendendo a coreografia de seu novo trabalho, uma aparente solução provisória, os fragmentos de histórias que seus passageiros lhe contam se entrelaçam com a narrativa de sua própria existência, tecendo uma ampla narrativa sobre a vida de um país convulsionado política, econômica e socialmente.

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