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Menina síria que usava latas de atum como pernas já tem próteses

Menina síria que usava latas de atum como pernas já tem próteses

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Maya Merhi, de oito anos, nasceu sem as extremidades inferiores e usava latas de conserva para andar. Graças a um movimento nas redes sociais, conseguiu pernas ortopédicas

Serjilla (Siria) / Istambul
  • A menina síria Maya Merhi posa para uma foto no acampamento de refugiados internos de Serjilla, no noroeste da Síria, próximo à passagem fronteiriça de Bab al-Hawa com a Turquia, em 9 de dezembro de 2018. Em um primeiro olhar seu aspecto é completamente normal, mas é graças às próteses de pernas que adquiriu recentemente.
    1A menina síria Maya Merhi posa para uma foto no acampamento de refugiados internos de Serjilla, no noroeste da Síria, próximo à passagem fronteiriça de Bab al-Hawa com a Turquia, em 9 de dezembro de 2018. Em um primeiro olhar seu aspecto é completamente normal, mas é graças às próteses de pernas que adquiriu recentemente. AFP
  • Maya nasceu sem pernas por uma condição congênita, e precisou lutar muito para conseguir se movimentar pelo acampamento de refugiados em que vive. Conseguiu andar graças a extremidades artificiais fabricadas por seu pai com tubos de plástico e latas. Essa foto é de junho de 2018.
    2Maya nasceu sem pernas por uma condição congênita, e precisou lutar muito para conseguir se movimentar pelo acampamento de refugiados em que vive. Conseguiu andar graças a extremidades artificiais fabricadas por seu pai com tubos de plástico e latas. Essa foto é de junho de 2018. AFP
  • Hoje, a menina pode caminhar graças a suas novas próteses após se submeter a um tratamento na Turquia. Nessa imagem, Maya observa suas pernas ortopédicas já em sua casa dentro do acampamento para refugiados internos em que vive. Como a família Merhi, o conflito sírio deixou mais de 11 milhões de pessoas desabrigadas, aproximadamente a metade dentro da Síria e metade como refugiadas no estrangeiro, incluindo mais de 3,5 milhões na vizinha Turquia.
    3Hoje, a menina pode caminhar graças a suas novas próteses após se submeter a um tratamento na Turquia. Nessa imagem, Maya observa suas pernas ortopédicas já em sua casa dentro do acampamento para refugiados internos em que vive. Como a família Merhi, o conflito sírio deixou mais de 11 milhões de pessoas desabrigadas, aproximadamente a metade dentro da Síria e metade como refugiadas no estrangeiro, incluindo mais de 3,5 milhões na vizinha Turquia. AFP
  • Maya Merhi posa com parte de sua família no interior de sua casa de lona em Serjilla. Seu pai, chamado Mohammed Merhi, de 34 anos, também nasceu sem pernas, e ela é a única de todos os irmãos que herdou essa condição. Os Merhi – pai, mãe e seis filhos – fugiram dos combates na cidade de Aleppo e se refugiaram em Idlib, cidade que era controlada pelos rebeldes. “Enfrentamos muitos desafios, especialmente quando nos mudamos de onde morávamos para tendas de campanha. A situação no geral foi difícil”, conta Mohammed.
    4Maya Merhi posa com parte de sua família no interior de sua casa de lona em Serjilla. Seu pai, chamado Mohammed Merhi, de 34 anos, também nasceu sem pernas, e ela é a única de todos os irmãos que herdou essa condição. Os Merhi – pai, mãe e seis filhos – fugiram dos combates na cidade de Aleppo e se refugiaram em Idlib, cidade que era controlada pelos rebeldes. “Enfrentamos muitos desafios, especialmente quando nos mudamos de onde morávamos para tendas de campanha. A situação no geral foi difícil”, conta Mohammed. AFP
  • Em julho, Maya foi levada a Istambul (Turquia) para iniciar um tratamento que finalizaria com a obtenção de próteses para suas pernas. Isso foi possível após as imagens de sua luta no acampamento da tenda em Idlib aparecerem nas redes sociais e sua história se tornar viral.
    5Em julho, Maya foi levada a Istambul (Turquia) para iniciar um tratamento que finalizaria com a obtenção de próteses para suas pernas. Isso foi possível após as imagens de sua luta no acampamento da tenda em Idlib aparecerem nas redes sociais e sua história se tornar viral. Reuters
  • Maya, como seu pai, podia se movimentar engatinhando, mas a última cirurgia a que foi submetida reduziu ainda mais o comprimento de suas extremidades e já não conseguia mais se mover. “Depois da operação ficava o tempo todo sentada na tenda”, disse seu pai à agência AFP em julho, durante uma entrevista na clínica de Istambul que atendeu a menina.
    6Maya, como seu pai, podia se movimentar engatinhando, mas a última cirurgia a que foi submetida reduziu ainda mais o comprimento de suas extremidades e já não conseguia mais se mover. “Depois da operação ficava o tempo todo sentada na tenda”, disse seu pai à agência AFP em julho, durante uma entrevista na clínica de Istambul que atendeu a menina. Reuters
  • “Para que saísse da tenda, tive a ideia de fixar um tubo em suas extremidades que enchi com material esponjoso para reduzir a pressão. Depois, coloquei duas latas vazias de atum porque o plástico não era forte o suficiente para resistir à fricção com o solo”, diz seu pai. Com essas próteses improvisadas, Maya conseguiu sair da tenda e até ir sozinha à escola do acampamento de refugiados. Na imagem, Maya pratica seus primeiros passos com próteses mais curtas em uma clínica de Istambul.
    7“Para que saísse da tenda, tive a ideia de fixar um tubo em suas extremidades que enchi com material esponjoso para reduzir a pressão. Depois, coloquei duas latas vazias de atum porque o plástico não era forte o suficiente para resistir à fricção com o solo”, diz seu pai. Com essas próteses improvisadas, Maya conseguiu sair da tenda e até ir sozinha à escola do acampamento de refugiados. Na imagem, Maya pratica seus primeiros passos com próteses mais curtas em uma clínica de Istambul. Reuters
  • As novas pernas de Maya são decoradas com a bandeira da Turquia, o país em que se submeteu ao tratamento.
    8As novas pernas de Maya são decoradas com a bandeira da Turquia, o país em que se submeteu ao tratamento. AFP
  • Maya posa de pé com seu pai e um de seus irmãos no campo de refugiados de Serjilla. Por enquanto usa muletas, pois está há menos de uma semana utilizando as novas próteses. Os médicos esperam que Maya possa caminhar completamente em três meses, e dizem que a determinação de seu pai tornou o processo mais fácil. “Ele fez tudo o que era possível para que a menina caminhasse e Deus os ajudou”, disse o especialista em próteses turco Mehmet Zeki Culcu. “Normalmente ninguém acreditaria que ela poderia se mover com essas extremidades improvisadas”.
    9Maya posa de pé com seu pai e um de seus irmãos no campo de refugiados de Serjilla. Por enquanto usa muletas, pois está há menos de uma semana utilizando as novas próteses. Os médicos esperam que Maya possa caminhar completamente em três meses, e dizem que a determinação de seu pai tornou o processo mais fácil. “Ele fez tudo o que era possível para que a menina caminhasse e Deus os ajudou”, disse o especialista em próteses turco Mehmet Zeki Culcu. “Normalmente ninguém acreditaria que ela poderia se mover com essas extremidades improvisadas”. AFP
  • Maya se dirige aos seus amigos, já de volta de Istambul. O pai de Maya também receberá próteses na clínica turca. Mas é principalmente o destino de sua filha que o preocupa. “É mais importante que ela possa caminhar para que seja autônoma. Seria como uma nova vida para nós”, afirma. “Sonho em vê-la caminhar, ir à escola e voltar sem sofrer”.
    10Maya se dirige aos seus amigos, já de volta de Istambul. O pai de Maya também receberá próteses na clínica turca. Mas é principalmente o destino de sua filha que o preocupa. “É mais importante que ela possa caminhar para que seja autônoma. Seria como uma nova vida para nós”, afirma. “Sonho em vê-la caminhar, ir à escola e voltar sem sofrer”. AFP
  • A menina participa das brincadeiras com seus amigos do campo de Serjilla.
    11A menina participa das brincadeiras com seus amigos do campo de Serjilla. AFP

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