Veja como foi a cobertura do primeiro turno das eleições

A decisão do cargo mais importante do país ficou para o segundo turno, em uma disputa entre o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e o petista Fernando Haddad

Marconi Perillo em janeiro, durante cerimônia em Rio Verde (GO).
Marconi Perillo em janeiro, durante cerimônia em Rio Verde (GO). Beto Barata (Pr)

Eleições 2018. Neste domingo (7), o Brasil foi às urnas para a eleição presidencial mais competitiva desde a redemocratização. A decisão acabou ficando para o segundo turno, que vai ser disputado entre o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e o petista Fernando Haddad. Paralelamente ao debate eleitoral, o clima de intolerância se acirra em todo o país e já deixa vítimas, como o mestre de capoeira Moa do Katendê, de 63 anos, assassinado com 12 facadas na madrugada da segunda-feira, em um bar de Salvador, por um militante de Bolsonaro.

Veja como foi a cobertura do primeiro turno das eleições

Regiane Oliveira

O EL PAÍS encerra aqui a cobertura ao vivo do primeiro turno das eleições 2018. Veja mais notícias em: http://cort.as/-9xQd

Rodolfo Borges

Ex-governador Marconi Perillo é preso em Goiás

O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) foi preso na tarde desta quarta-feira enquanto prestava depoimento na Superintendência da Polícia Federal em Goiás. O tucano, que não conseguiu se eleger ao Senado nesta eleição, é um dos investigados na Operação Cash Delivery, que apura denúncias de pagamento de propina a agentes públicos de Goiás.

Seu advogado, Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido por Kakay, divulgou nota para se dizer "perplexo". "O Tribunal Regional da Primeira Região ja concedeu 2 liminares para determinar a liberdade de duas outras pessoas presas nessa mesma operação, através de decisões de 2 ilustres Desembargadores. O novo decreto de prisão é praticamente um 'copia e cola' de outra decisão de prisão já revogada por determinação do TRF 1", diz Kakay na nota.

Segundo a defesa do ex-governador, "não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto do ex Governador Marconi Perillo, principalmente pelas mencionadas decisões anteriores que já afastaram a necessidade de prisão neste momento". "Marconi Perillo recebeu o decreto de prisão quando estava iniciando o seu depoimento no departamento de Polícia Federal e optou por manter o depoimento por ser o principal interessado no esclarecimento dos fatos", escreveu Kakay.

(Foto: Beto Barata/Pr)

Rodolfo Borges
Érica Saboya

Opinião | 'Homossexuais, negros e pobres votaram em um candidato que os considera inferiores ou os odeia'

O que defendem 'ronaldinhos' e 'rivaldos', e demais eleitores de Bolsonaro, é que qualquer crime de ódio se legitima se a ação do governo corresponde às expectativas eleitorais

Leia o artigo de Manuel Jabois

Érica Saboya
Érica Saboya

Como a primeira mulher indígena conquistou uma vaga na Câmara Federal

Joênia Wapichana, referência nacional e internacional na luta pelos direitos indígenas, atuará em uma Câmara renovada e conservadora. Ela foi eleita deputada federal por Roraima com 8.434 votos

Leia a matéria de Beatriz Jucá

Érica Saboya
Tom C Avendano

Haddad clama por debate: "Vou até na enfermaria" 

Fernando Haddad estava em meio a uma entrevista coletiva para a imprensa internacional quando o Bolsonaro anunciou que não pretende apresentar-se aos debates. “Eu vou na enfermaria. Eu vou em qualquer ambiente. O mais cômodo. Inclusive, vou moderar o tom. Ele falou que não quer se estressar...eu não vou estressá-lo. Vou falar da forma mais calma possível. Docemente. Não altero a voz. Não olho para ele, se ficar com muito receio. Ele pode falar o que pensa. Com assistência médica, enfermaria, o que for. Não tem democracia sem debate”, afirmou.

Para o petista, há uma relação direta entre as ausências nos debates e as fake news que tanto favorecem Bolsonaro. “Eu entendo que no segundo turno, o peso das fake news é menor se tiver debate. Porque a pessoa vai ter que perguntar e você responder. Não tem 10 candidatos, são dois. Não há como se acovardar no debate. Vai ter que enfrentar. As atitudes covardes das redes sociais são impossíveis face a face. Percebe!? Então vou até uma enfermaria de boa para fazer o debate".

Haddad, que havia proposto um pacto contra fake news ao candidato do PSL, afirmou que as pessoas acreditam no que recebem nas redes sociais, porque no WhatsApp não em espaço para o contraditório. "No debate você tem contradição", afirmou, alertando que a justiça brasileira não está preparada para afrontar as fake news. "A extrema direita não tem pudores em jogar pesado. Eles jogar o que tiver na mão, passam por cima da família, da tua honra, não querem saber. Como lidar com esse fenômeno? Não tem democracia sem debate”.

(Foto: Sebastião Moreira / EFE)

Tom C Avendano
Flávia Marreiro

PSDB decide ficar neutro na disputa do segundo turno; Haddad diz que não conversou com FHC

Na coletiva de Haddad e Boulos, o candidato do PT foi perguntado sobre a decisão do PSDB, tomada nesta tarde, de ficar neutro na disputa. "Decisão partidária a gente respeita", disse Haddad, que negou ter conversado com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por telefone a respeito. FHC rejeitou Bolsonaro, mas deixou a porta aberta para eventualmente apoiar o ex-prefeito de São Paulo.

Na conversa com os jornalistas, também falou Juliano Medeiros, do PSOL. Ele disse que o apoio, inédito, é "incondicional" porque a disputa, na visão dele, é entre democracia x barbárie.

Flávia Marreiro
Flávia Marreiro

Boulos, do PSOL, declara apoio a Haddad

 

Flávia Marreiro
Ricardo Della Coletta

PSB declara apoio a Haddad, mas libera neutralidade de SP e DF

O PSB declarou nesta terça-feira que vai apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad, no segundo turno das eleições presidenciais deste ano. O anúncio foi feito nesta tarde pelo presidente da legenda, Carlos Siqueira.

“Propomos que se forme uma frente democrática contra uma candidatura [Jair Bolsonaro] que representa o extremo oposto das candidaturas das forças democráticas”, declarou Siqueira.

O endosso do PSB a Haddad, no entanto, não vale para todo o País. Os diretórios de São Paulo e do Distrito Federal, onde os socialistas Márcio França e Rodrigo Rollemberg disputam os governos locais, estão livres para irem em outra direção em razão das suas respectivas alianças.

Em São Paulo, por exemplo, França já declarou que ficará neutro na disputa nacional. Embora conte com os votos simpáticos ao petismo no Estado para vencer João Doria, ele sabe que o tamanho da rejeição ao partido em São Paulo inviabiliza uma declaração de apoio a Haddad.

A aliança com os socialistas é um avanço importante para o presidenciável do PT, mas a distância para virar o jogo contra Jair Bolsonaro é enorme. Além dos quase 18 milhões de votos de diferença, Haddad não tem alianças fortes nos Estados. Segundo a consultoria Arko, nos 14 estados onde haverá segundo turno, o único que deve dar a ele um palanque forte deve ser o Rio Grande do Norte.

(Foto: Luciano Piva)

Ricardo Della Coletta
Érica Saboya

A renovação conservadora na Câmara

Dados mostram que os partidos localizados à direita do espectro ideológico vêm ganhando força nas últimas legislaturas

Leia o artigo deOswaldo E. do Amaral

Érica Saboya
Érica Saboya

Plano econômico de Paulo Guedes, guru de Bolsonaro, depende de uma ‘bala de prata’ para funcionar

Propostas de privatizações e reformas "radicais" na Previdência e no sistema tributário demandam a arte de negociar com 30 partidos que estão representados no Congresso

Leia a matéria de Joana Oliveira

Érica Saboya
Érica Saboya

Haddad recua da proposta de Constituinte e PT tenta ganhar terreno nas redes

Petista desiste de proposta atacada por possíveis aliados, como Ciro, e critica declaração de Dirceu ao EL PAÍS

Leia a matéria de Marina Rossi

Érica Saboya
Érica Saboya

O Partido Novo decidiu não apoiar nenhum dos dois candidatos que concorrem no segundo turno das eleições presidencias, segundo a jornalista Julia Duailibi. O Novo é o partido de João Amoedo, que concorreu no primeiro turno das eleições

Érica Saboya
Érica Saboya

Conselheiro de Bolsonaro: “Nos preocupamos em retomar a economia e, se possível, gerar emprego”

Cientista político Antônio Flávio Testa que apoiou Collor e votou em Lula, é voluntário na campanha do militar. Ele atua em um grupo de técnicos que elabora projetos para candidatura do PSL

Leia a matéria de Afonso Benites

Érica Saboya
Flávia Marreiro

Haddad e Bolsonaro falam ao 'Jornal Nacional' 1

A TV Globo usou seu peso na campanha para fazer uma espécie de mini sabatina com os dois concorrentes ao Palácio do Planalto. Cada candidato teve

Fernando Haddad, sobre sobre José Dirceu: "Não participa da minha campanha, não participará do meu governo". 

O candidato do PT também disse ter revisto a proposta de convocar uma Constituinte.

Já Bolsonaro voltou a rejeitar as declarações de seu vice, Hamilton Mourão,  que falou em Constituição escrita por "notáveis" e da possibilidade de autogolpe. Queremos "um governo com autoridade e sem autoritarismo", disse. "Seremos escravos da Constituição".

 

Flávia Marreiro
Érica Saboya

Pouco depois de usar o Twitter para desmentir matéria do site Catraca Livre que afirmava que daria seu apoio a Haddad no segundo turno das eleições, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deu entrevista ao colunista do jornal 'O Globo' Bernardo Mello Franco na qual deixa uma porta aberta para apoiar o petista. Na conversa, FHC só deixa explícita sua rejeição ao candidato de extrema direita Jair Bolsonaro: "Nem um dos dois é do meu agrado, mas o Bolsonaro está excluído. Não tem sentido" afirmou.

 

 

Érica Saboya
Rodolfo Borges

DIAP: renovação de 52% na Câmara e de 87% no Senado

A eleição deste ano foi responsável pela maior renovação na Câmara dos Deputados desde 1994, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Formalmente, a renovação foi de 267 deputados federais, mas o Diap pondera que "na realidade, o que houve foi uma circulação no poder, com o deslocamento de deputados estaduais, ex-deputados federais, ex-ministros, senadores e ex-senadores, ex-prefeitos e ex-governadores, além de secretários estaduais, para a Câmara Federal". Segundo o departamento intersindical, os poucos deputados efetivamente novos são "lideranças evangélicas, policiais linha dura, celebridades e parentes de políticos tradicionais".

No Senado, a renovação também foi expressiva. "Das 54 cadeiras em disputa para o Senado Federal, foram eleitos 47 novos senadores, o que corresponde a renovação de 87%. Apenas 8 dos atuais senadores conseguiram se reeleger", diz o Diap. Em 2010, quando também se elegeu dois terços do Casa, a taxa foi de 68,5%. PSL e Rede foram os partidos com maior crescimento, com a ocupação de quatro novas cadeiras cada. O PSD ganhou duas "e poderá obter outra, a partir de 2019, caso o senador Antonio Anastasia (PSDB) seja eleito para o governo de Minas Gerais", registra o Diap.

O MDB foi o partido com mais perdas, sete no total. Na sequência aparece o PT, que perdeu três. PSDB e PSB perderam duas cada. O Senado estará mais fragmentado na próxima legislatura, segundo o Diap, pois passará de 17 para 22 partidos com representação na Casa.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Rodolfo Borges
Rodolfo Borges

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também anuncia entrevista de seu pai no Jornal Nacional.

Rodolfo Borges
Flávia Marreiro

Conta do PT anuncia que Haddad dará entrevista ao 'Jornal Nacional'

 

Flávia Marreiro
Flávia Marreiro

Bolsonaro ironiza proposta de Haddad de assinar compromisso contra fake news e acusa PT de inventar mentiras

Flávia Marreiro
Gil Alessi

Ao longo do dia uma reportagem do site Catraca Livre afirmava que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso havia declarado apoio ao candidato petista Fernando Haddad no segundo turno. Procurada pelo EL PAÍS, a assessoria de imprensa do tucano afirmou que a matéria era mentirosa. Minutos depois o próprio FHC usou o twitter para desmentir a afirmação: "As redes divulgam que apoiarei Haddad. Mentira: nem o PT nem Bolsonaro explicitaram compromisso com o que creio". Em outra postagem Cardoso diz que "o reacionarismo cultural e o descompromisso institucional de uns vitoriosos e tampouco com a corrupção sistêmica e com apoio ao arbítrio na Venezuela e em outros países". Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Gil Alessi

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