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A vida dupla de Doda Miranda, 11 anos infiel a Athina Onassis

Alexis Mantheakis, advogado e ex-assessor do pai da bilionária grega, conta em um livro os anos de infidelidade do brasileiro

Athina Onassis em um concurso hípico em Miami no dia 6 de abril.
Athina Onassis em um concurso hípico em Miami no dia 6 de abril. GTRESONLINE

Vários meses passaram desde que em novembro o jornal alemão Bunte revelou que Athina Onassis (33 anos) e aquele que havia sido seu marido por 11 anos, o cavaleiro brasileiro Álvaro Miranda (45 anos), o Doda, estavam oficialmente divorciados desde outubro de 2017. Segundo afirmaram então fontes da Corte belga, terminaram o casamento por mútuo acordo. Um jogo de palavras por trás do qual havia mais de um ano de querelas e até comparecimentos ante um tribunal do Rio de Janeiro, pois embora houvesse um contrato pré-nupcial pelo qual Athina Onassis teria que dar ao marido um milhão de dólares por cada ano de casamento e a custódia dos cavalos, isso não pareceu suficiente a Miranda quando chegou a hora da verdade.

No mútuo acordo teve muito a ver uma pasta cheia de documentos que Alexis Mantheakis, um respeitado advogado grego, recebeu de uma mulher, até agora desconhecida, que demonstrava que tinha mantido um relacionamento amoroso durante oito anos com Miranda e que este havia começado poucos meses depois de ter se casado com a bilionária grega, única herdeira de uma fortuna estimada em 2,7 bilhões de euros (cerca de 11,75 bilhões de reais).

A história dessa pasta e das contínuas infidelidades do aparentemente abnegado marido da triste Athina é a base do livro La Carpeta Roja (A Pasta Vermelha), escrito por Mantheakis, que foi assessor de Thierry Roussel, pai de Athina, e que quis ajudar a jovem em seu processo de divórcio pelo afeto que tinha por ela. Mantheakis –que já tinha escrito uma biografia da herdeira, Athina Onassis no olho do Furacão– conta no novo livro vários episódios da vida dupla que o cavaleiro manteve durante todo o seu casamento. Doda compartilhava os serviços de uma acompanhante, identificada como Niki, com seus amigos brasileiros e diz que o ginete, sistematicamente infiel com Athina, saía com frequência à noite sem a esposa.

Athina Onassis e Álvaro Miranda em Monte Carlo em junho de 2015.
Athina Onassis e Álvaro Miranda em Monte Carlo em junho de 2015. GTRESONLINE

Apesar das infidelidades de Miranda terem começado poucos meses depois do casamento, em 2005, sua esposa só tomou conhecimento da situação em maio de 2016. Foi um empregado de sua casa em Wellington, na Flórida, que lhe abriu os olhos depois de presenciar algumas das aventuras daquele que era seu adorado marido.

Mantheakis também conta outros segredos. Por exemplo, que Athina –que diz sinceramente apreciar– também pode ser glacial quando deseja, o que lhe rendeu o apelido de boneca de aço. O advogado conta que ela deixou sem pensão uma prima idosa do avô durante meses, apesar disso ser uma obrigação testamentária de Aristóteles Onassis, e que a obrigou a procurar comida no lixo. Ele mesmo não obteve nenhuma resposta quando lhe pediu ajuda financeira para cobrir as despesas médicas do tratamento de câncer de sua mulher. Segundo Mantheakis, Athina vive concentrada em seus cavalos e distante dos Miranda, da família do pai e de tudo o que tem a ver com os Onassis.

Provavelmente na mesma solidão e tristeza vividas pela mãe, Cristina Onassis, que ao morrer, com 37 anos, quando a filha tinha apenas três anos, tinha se casado quatro vezes e todos os casamentos acabaram em separação. Precisamente Thierry Roussel, seu último marido e pai de Athina, também ocupa uma parte desse livro e não se livra de que o autor estabeleça certas semelhanças entre ele e o cavaleiro brasileiro que enganou a filha quase desde o início. Roussel e Miranda são, segundo o autor do livro, ambiciosos e amantes do dinheiro. E o próprio pai de Athina Onassis, como depois aconteceu com seu marido, enganou sua mãe que se divorciou dele quando descobriu que tinha tido um filho com a amante enquanto estavam casados. Roussel também obteve de sua esposa um divórcio milionário e uma renda vitalícia de dois milhões de dólares por ano desde que ela morreu, em novembro de 1988.

Athina Onassis é neta do famoso armador grego Aristóteles Onassis e filha de Cristina Onassis. Uma empregada encontrou o corpo de Cristina na banheira de uma mansão no Tortugas Country Club, em Buenos Aires. Mas antes, em um período de pouco mais de dois anos, Cristina perdeu todos os membros de sua família imediata: o irmão, Alexander, morreu em um acidente de avião em Atenas, em 1973; a mãe, Athina Livanos, morreu de overdose de drogas em 1974, e o pai, muito afetado pela morte do filho e herdeiro, ficou doente até morrer em março de 1975.

A vida da discreta Athina Onassis parecia que iria se livrar do estigma de traições, tristezas e solidão que acompanha seu sobrenome, mas parece que sua fortuna não foi suficiente para blindar a felicidade que parecia ter encontrado quando conheceu o cavaleiro Álvaro Miranda enquanto ambos praticavam seu esporte favorito.

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