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A espiral da morte em Natal

Na quarta cidade mais violenta do mundo, as execuções acontecem a qualquer hora do dia, na frente de qualquer pessoa.

  • A região metropolitana da turística Natal foi considerada a quarta mais violenta do mundo, de acordo com a ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça. Com 107 homicídios por 100.000 habitantes, ela perde apenas para Los Cabos (México), Caracas (Venezuela) e Acapulco (México).
    1A região metropolitana da turística Natal foi considerada a quarta mais violenta do mundo, de acordo com a ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça. Com 107 homicídios por 100.000 habitantes, ela perde apenas para Los Cabos (México), Caracas (Venezuela) e Acapulco (México).
  • Nos bairros periféricos, os assassinatos têm características de execução. Às vezes, acontecem à luz do dia, no meio da rua. José, de 32 anos, teve seu corpo perfurado por balas seis vezes pouco depois das 8h de sábado, em uma rua de de Nossa Senhora da Apresentação, o bairro com maior número de homicídios da cidade.
    2Nos bairros periféricos, os assassinatos têm características de execução. Às vezes, acontecem à luz do dia, no meio da rua. José, de 32 anos, teve seu corpo perfurado por balas seis vezes pouco depois das 8h de sábado, em uma rua de de Nossa Senhora da Apresentação, o bairro com maior número de homicídios da cidade.
  • Natal criou uma delegacia especializada em homicídios, que vai ao local das mortes logo após elas ocorrerem para tentar achar provas e ouvir testemunhos de pessoas que podem ter presenciado o assassinato.
    3Natal criou uma delegacia especializada em homicídios, que vai ao local das mortes logo após elas ocorrerem para tentar achar provas e ouvir testemunhos de pessoas que podem ter presenciado o assassinato.
  • Achar testemunhas, no entanto, é a parte mais difícil do trabalho dos investigadores. Apesar de muitos crimes acontecerem em locais públicos, os moradores que estavam no local na hora do crime preferem não falar com a polícia, por medo.
    4Achar testemunhas, no entanto, é a parte mais difícil do trabalho dos investigadores. Apesar de muitos crimes acontecerem em locais públicos, os moradores que estavam no local na hora do crime preferem não falar com a polícia, por medo.
  • “Essa é a maior dificuldade das investigações. As pessoas têm muito medo de falar. De dar qualquer informação que ajude a polícia”, explica o diretor da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa, Marcos Vinicius dos Santos.
    5“Essa é a maior dificuldade das investigações. As pessoas têm muito medo de falar. De dar qualquer informação que ajude a polícia”, explica o diretor da Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa, Marcos Vinicius dos Santos.
  • Nestas regiões, entretanto, qualquer assassinato chama a atenção. Quando os policiais chegam precisam sempre afastar curiosos do entorno do corpo. Às vezes, até crianças acompanhadas de seu pais estão no local.
    6Nestas regiões, entretanto, qualquer assassinato chama a atenção. Quando os policiais chegam precisam sempre afastar curiosos do entorno do corpo. Às vezes, até crianças acompanhadas de seu pais estão no local.
  • Fábio morreu às 18h40 do último sábado nesta praça lotada de Bom Pastor, bairro da periferia de Natal. Foi executado com 12 perfurações de bala ao lado de equipamentos de ginástica usados como brinquedo pelas crianças do bairro.
    7Fábio morreu às 18h40 do último sábado nesta praça lotada de Bom Pastor, bairro da periferia de Natal. Foi executado com 12 perfurações de bala ao lado de equipamentos de ginástica usados como brinquedo pelas crianças do bairro.
  • Após a retirada do corpo, as crianças continuam a brincar ao lado da mancha de sangue onde antes estava o cadáver.
    8Após a retirada do corpo, as crianças continuam a brincar ao lado da mancha de sangue onde antes estava o cadáver.
  • Curiosos observam o trabalho na polícia em uma cena de homicídio.
    9Curiosos observam o trabalho na polícia em uma cena de homicídio.
  • Anderson foi mais uma vítima do sábado. Foi assassinado a 40 quilômetros de Natal, no município de Macaraíba, por volta de 18 horas. Dois homens chegaram ao bar onde ele estava e anunciaram um assalto. Mas não levaram nada. Apenas atiraram nele seis vezes.
    10Anderson foi mais uma vítima do sábado. Foi assassinado a 40 quilômetros de Natal, no município de Macaraíba, por volta de 18 horas. Dois homens chegaram ao bar onde ele estava e anunciaram um assalto. Mas não levaram nada. Apenas atiraram nele seis vezes.
  • Policiais recolhem cartuchos de balas usadas no crime no município de Extremoz. Beto, 29 anos, morreu no quintal da própria casa, por volta de 23h, na turística praia de Pitangui: foram sete tiros na cara e 12 nas costas.rnrn
    11Policiais recolhem cartuchos de balas usadas no crime no município de Extremoz. Beto, 29 anos, morreu no quintal da própria casa, por volta de 23h, na turística praia de Pitangui: foram sete tiros na cara e 12 nas costas.
  • João era vigia. Morreu enquanto trabalhava em uma comunidade dominada pelo tráfico.
    12João era vigia. Morreu enquanto trabalhava em uma comunidade dominada pelo tráfico.
  • Eles procuram qualquer evidência que possa ajudar na investigação.
    13Eles procuram qualquer evidência que possa ajudar na investigação.
  • A presença do DHPP na área logo após o crime ajudou a aumentar a resolução deles. Atualmente, em 45% dos assassinatos se chega a um culpado em Natal.
    14A presença do DHPP na área logo após o crime ajudou a aumentar a resolução deles. Atualmente, em 45% dos assassinatos se chega a um culpado em Natal.
  • Mas há quem se arme na própria população. Homem mostra a arma ilegal que mantém em casa.
    15Mas há quem se arme na própria população. Homem mostra a arma ilegal que mantém em casa.