Seleccione Edição
Login

Guardiola é multado em 90.000 reais por usar símbolo político

Federação Inglesa pune o treinador do Manchester City por exibir, durante jogos oficiais, uma fita amarela em apoio a independentistas catalães presos

Pep Guardiola usa o laço amarelo em Anfield.
Pep Guardiola usa o laço amarelo em Anfield. AFP

A Associação Inglesa de Futebol (FA) multou nesta sexta-feira o treinador Pep Guardiola em 20.000 libras (90.000 reais) por usar, em jogos oficiais do Manchester City, uma fita amarela em apoio a separatistas catalães presos, informou a agência France Presse.

A FA abriu na semana passada um processo interno contra o técnico espanhol por ter exibido um símbolo político ao usar, durante jogos da Premier League, da Copa da Inglaterra e da Copa da Liga, uma fita amarela em apoio aos líderes catalães Jordi Sánchez, Jordi Cuixart, Joaquim Forn e Oriol Junqueras, que estão em prisão preventiva por seu envolvimento no movimento independentista. Agora, ele foi multado.

Guardiola declarou naquela ocasião que só tiraria a fita amarela se seus chefes pedissem. “Minha opinião pessoal não é uma opinião política. Quando homens e mulheres usam uma fita rosa, é porque apoiam a luta contra o câncer de mama. O mesmo ocorre quando uso uma insígnia contra o câncer de próstata. A ideia é a mesma, embora, é claro, eu não queira prejudicar a equipe”, assinalou o treinador.

Enquanto era divulgada a notícia da multa, o Manchester City publicou um vídeo de Guardiola usando a fita amarela durante a entrevista coletiva desta sexta-feira antes do jogo contra o Stoke City pela liga inglesa.

Cuixart, que preside a organização independentista catalã Òmnium Cultural e está sob prisão preventiva por suposto crime de sedição, agradeceu em um artigo publicado nesta sexta-feira no jornal britânico The Guardian o apoio manifestado por Guardiola. “É simplesmente um sinal de solidariedade com pessoas que foram encarceradas de forma injusta, como as famílias dos reféns americanos retidos na crise da embaixada de Teerã em 1979 que rezavam por sua liberdade”, escreveu Cuixart no The Guardian.

MAIS INFORMAÇÕES