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17 mulheres para tapar a boca do engenheiro machista do Google

Não são tão conhecidas quanto Zuckerberg ou Jobs, mas elas quebram barreiras e são grande parte do sucesso de suas empresas

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    1Na semana passada, um engenheiro do Google apontava “diferenças biológicas” como explicação para a pequena presença de mulheres na indústria da tecnologia. Foi despedido em meio a uma tempestade midiática. O porcentual de mulheres em tecnologia caiu desde o início dos anos 90 de 36% para 25% nos Estados Unidos. Na União Europeia são 16%. Isso em postos de trabalho não executivos: os cargos de direção de empresas do Vale do Silício só têm 11% de representação feminina. A biologia não é a razão. Em sua juventude as mulheres são afastadas da computação, que desde o lazer eletrônico é pensada para potencializar estereótipos masculinos. Depois têm de aguentar no entorno profissional um ambiente machista, fruto do que nos EUA se conhece como 'bro culture', um prolongamento dos comportamentos e da linguagem das fraternidades universitárias. Se conseguem ascender, raras vezes serão levadas em conta sua opinião e suas conquistas da mesma forma que as de um homem. E menos vezes ainda verão uma referência feminina que se consagre como gênio em seu campo. É difícil encontrar mulheres nos conselhos das tecnológicas, e esse é também um obstáculo para que a situação melhore: a falta de modelos. Aqui apresentamos algumas das mulheres que rompem o teto de bits com postos de alta relevância e todo tipo de perfil. Getty
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    2No comando da rede social Mark Zuckerberg é o chefe supremo do Facebook e a mente que traça as linhas mestras do futuro da rede social. Mas no dia a dia se torna vital a figura de seu número 1, a chefa de operações (COO), Sheryl Sandberg (47 anos). Ela é responsável em grande medida pela aposta do Facebook no serviço de vídeo ao vivo. Sandberg é uma ativista convencida da diversidade e é autora de um livro (que depois resultou numa ONG) sobre liderança e desenvolvimento profissional para mulheres. Sua famosa palestra TED de 2010 ‘Por que temos tão poucas mulheres líderes?’ é considerada uma referência inspiracional para o desenvolvimento profissional feminino.
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    3Um Tinder pensando nas mulheres Com 27 anos, Whitney Wolfe já é uma das mulheres mais influentes do ecossistema tecnológico estadunidense. Wolfe foi, com apenas 22 anos, uma das fundadoras do Tinder, o aplicativo de encontros mais famoso e utilizado do mundo, e se tornou sua vice-presidenta de imagem de marca, além de ser a autora do nome (algo assim como material inflamável). Wolfe deixou a empresa em 2014 e processou os cofundadores do Tinder, Justin Mateen e Sean Rad, por assédio sexual. Finalmente chegaram a um acordo pelo qual Wolfe recebeu pouco mais de 1 milhão de dólares (3,2 milhão de reais). Depois de sua saída da Tinder a empresária fundou o Bumble, uma ferramenta similar, mas que outorga às mulheres a prerrogativa de iniciar a conversa com homens (em encontros heterossexuais) com os quais sentiram afinidade. Já é o quarto ‘app’ de encontros mais utilizado.
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    4A chave do Google A história do Google, como as de outras grandes empresas de informática, começou em uma garagem. Na de Susan Wojcicki, especificamente. Ela foi a responsável pelo sucesso do modelo de negócio do buscador, baseado na publicidade. Liderou a criação de serviços como AdWords, AdSense e Google Analytics, e fez parte da equipe que deu forma ao Google Imagens e Google Livros. Wojcicki, de 49 anos, defendeu e negociou a aquisição do YouTube em 2006, quando a plataforma de vídeo tinha pouco mais de um ano de vida. Hoje é a diretora dessa empresa, parte vital do conglomerado Alphabet, que não para de crescer. É o segundo site mais visitado do mundo, somente atrás do Google. Como alta executiva da Alphabet, Wojcicki se viu questionada em relação ao manifesto do ex-engenheiro do Google James Damore e publicou uma resposta um dia depois de o escândalo irromper. Nela, recorda, seguindo uma pergunta de sua filha, quantas vezes teve que suportar menosprezo e dúvidas sobre suas habilidades e seu compromisso. Ou suspeitas sobre sua ascensão profissional. Ou interrupções. Ou piores salários para um mesmo emprego. E se pergunta se teria sido um dilema a demissão se no lugar de falar de mulheres Damore tivesse falado de diferenças entre raças ou entre opções sexuais.
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    5Abrindo caminho nos 'e-sports' Sasha Hostyn, mais conhecida como Scarlett, é a jogadora profissional de videogames que mais ganhou dinheiro em competições, mais de 150.000 euros, quase tudo em torneios de Starcraft II. Aos 24 anos, esta canadense é a ponta de lança das mulheres em um dos mundos onde mais levam desvantagem. Em 'e-sports' enfrentam o coquetel completo de ingredientes machistas: um terreno tradicionalmente de homens em que sofrem assédio maciço todos os dias, ameaças anônimas, diferença salarial e um caudal inesgotável de preconceitos e menosprezo. Sem falar de que toda a indústria está sendo moldada para perpetuar estereótipos que deveriam ser de outra época. Scarlett pode vencer quase qualquer pessoa no Starcraft, e tem uma imensa legião de fãs, mas precisa suportar ataques por ser mulher e, além disso, transgênero.
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    6Diversidade e tecnologia Desde 2015, Paula Bellizia tem a missão de liderar a Microsoft no Brasil. Ela é formada em Computação e Ciência da Informação e começou sua carreira no Marketing da Whirlpool em 1992. Depois de 7 anos foi para a Telefônica como gerente de produtos. Paula deixou a Telefônica em 2002 para iniciar sua trajetória na Microsoft como gerente de vendas para pequenas e médias empresas. Em seus 10 anos na Microsoft, ocupou diferentes posições, sendo a última a de diretora de marketing e operações. Em 2013, ingressou no Facebook como diretora de vendas para pequenas e médias empresas para América Latina e na sequência foi presidente da Apple no Brasil, liderando a operação durante dois anos, até voltar à Microsoft como presidente. No Brasil ela levanta a bandeira da diversidade. "Como líder, descobri que a diversidade deve ser levada numa jornada. Uma jornada de aprendizado, pois nunca sabemos tudo sobre o tema. E uma jornada de longa duração, porque dependemos de mudanças que são sociais, de âmbito global talvez, e que não ocorrem no ritmo que desejamos. Por isso dou tanta importância à inclusão: ela é o esforço permanente pelo qual se traz a diversidade para dentro das empresas e pelo qual se mantém o ambiente diverso”, afirmou em um artigo recente no LinkedIn.
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    7A chefa da tecnologia de ponta Regina Dugan foi a primeira mulher a dirigir a DARPA, a agência de projetos de alta tecnologia do Exército estadunidense. Deixou aquele posto para liderar a divisão mais inovadora do Google, a ATAP, onde deu forma a invenções que permitiam manejar um celular desde a aba da jaqueta ou com um só gesto no ar. No ano passado sua vida profissional voltou a dar um salto ao passar para a Building 8, o laboratório de ideias do Facebook. Considera sua equipe um “bando de piratas” que empreende projetos no curto prazo focados em lograr resultados tangíveis. No pouco tempo em que está na empresa de Menlo Park se revelou que Dugan (54 anos) e seus piratas tentam encontrar a forma para podermos escrever com a mente (sem ter quee falar ou teclar) ou desenvolvem um dispositivo para fazer videochamadas em casa que possa competir com o Echo Show da Amazon.
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    8Ensinar código na linguagem dos jovens Alexandra Diracles é uma engenheira de software que fundou (e dirige) a Vidcode em 2014 para ensinar os jovens a programar, falando-lhes em seu idioma. Ela e suas duas sócias (Melissa Halfon e Leandra Tejedor, nenhuma ainda na casa dos trinta anos) articularam um programa acadêmico distribuído em oito anos de lições através de vídeos simples e divertidos. Em meados do ano passado se associaram com o Snapchat, um dos aplicativos prediletos dos adolescentes, para criar um concurso de programação de filtros da popular ferramenta de vídeos efêmeros. O Vidcode é usado hoje em 25.000 escolas, conta com o apoio do Departamento de Educação de Nova York e pretende chegar a 20 milhões de jovens em 2020. Além disso, mais de 60% de seus alunos são mulheres.
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    9A mãe da eletrônica DIY Limor Fried é uma das líderes mais carismáticas do mundo da tecnologia. Também conhecida como Lady Ada, em homenagem à pioneira da computação Ada Lovelace, é uma das principais ativistas em prol do hardware livre. Foi a primeira mulher engenheira na capa da ‘Wired’. Por intermédio de sua empresa, a Adafruit, uma das companhias de hardware com maior crescimento nos Estados Unidos, Fried oferece produtos de código aberto que fomentam o espírito do fazer (o faça você mesmo). Além de vender dispositivos e peças originais, Fried colabora com associações, bibliotecas e escolas introduzindo a eletrônica no aprendizado das crianças. Getty
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    10A constelação espanhola María Garaña é provavelmente a mulher espanhola que mais longe chegou em uma multinacional de tecnologia. Depois de dirigir a Microsoft Espanha durante sete anos, em 2015 ascendeu à vice-presidência da Microsoft na Europa, Oriente Médio e África dentro da Microsoft Business Solutions. Aos 47 anos é a principal expoente da extensa lista de mulheres que lideram empresas de tecnologia na Espanha, um caso dificilmente comparável de sucesso feminino. Seu lugar foi ocupado por Pilar López, que tem homólogas no Facebook (Irene Cano), LinkedIn (Sarah Harmon), Siemens (Rosa García, também ex-presidenta da Microsoft Espanha e responsável por abrir caminho sozinha durante anos). HP (Helena Herrero) e IBM (Marta Martínez). A última estrela dessa constelação é a de Fuencisla Clemares, que há menos de um ano assumia o comando do Google na Espanha e Portugal. “Nossos trabalhadores têm de refletir a diversidade da sociedade para que sejamos capazes de lhes oferecer produtos que lhes sejam úteis a todos”, declarou em junho Clemares, em entrevista ao EL PAÍS SEMANAL.
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    11Contra a dupla discriminação Segundo o Centro Nacional para as Mulheres em Tecnologias da Informação, as mulheres negras, duplamente discriminadas, são só 3% dos programadores em empresas norte-americanas. Para ampliar essa cifra, Kimberly Bryan, de 50 anos (engenheira eletrônica e profissional da biotecnologia), criou a Black Girls Code, uma associação que, em seis anos de existência, transformou-se num centro de empoderamento feminino. A organização ensina meninas de seis a 17 anos a desenvolver aplicativos, aprender códigos e robótica, além de outras habilidades de ciência, tecnologia e matemática.
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    12Pioneira entre pioneiros Ginni Rometty (60 anos) está no comando da IBM, uma das grandes pioneiras da informática. É a primeira presidenta que a empresa tem em seus mais de 100 anos de história. Rometty começou a trabalhar lá em 1981, como engenheira de sistemas, e desde então teve uma ascensão na carreira como poucas mulheres que trabalham com tecnologia. Agora, tem a tarefa de reconverter um gigante que prevaleceu durante o auge dos computadores pessoais mas que perdeu poder, primeiro com a Internet e depois com os smartphones. Ela é a responsável pelos rumos atuais da IBM: computação na nuvem, soluções para empresas, Internet das coisas e os serviços de Watson, seu supercomputador, cuja tecnologia já é aplicada em call centers, assistência em diagnóstico oncológico e desenvolvimento de informática.
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    13Agente de mudança Marie Claire Murekatete recebeu o prêmio Agente de Mudança do Instituto Anita Borg, uma organização sem fins de lucro que promove o avanço das mulheres no setor tecnológico. Murekatete, engenheira de software, fundou a ONG Refugee Girls Need You, que todo ano ensina a conceitos básicos de programação, web design, suporte tecnológico e científico a 400 jovens dos três maiores campos de refugiados de Ruanda (Kigeme, Kiziba e Gihembe). Após a formação, as jovens se envolvem nas comunidades locais e realizam projetos tecnológicos para ter um impacto social e profissional. Murekatete também ajudou a Unesco a lançar o projeto Searching for Martha, que procura formar 1.000 empreendedoras tecnológicas por ano em toda a África.
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    14A negociadora Amy Hood, de 45 anos, é a primeira mulher a exercer a direção financeira da Microsoft. Foi a principal negociadora na maior aquisição do gigante criado por Bill Gates, a do LinkedIn, por mais de 20 bilhões de euros (74 bilhões de reais). Foi também essencial na compra do Skype. Hood supervisiona ainda a transição do modelo de negócios da Microsoft para a computação na nuvem. Após a saída do diretor de operações a companhia, Kevin Turner, em julho de 2016, Hood passou a ser a número dois da Microsoft e braço direito do CEO, Satya Nadella.
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    15Amy Hood, de 45 anos, é a primeira mulher a exercer a direção financeira da Microsoft. Foi a principal negociadora na maior aquisição do gigante criado por Bill Gates, a do LinkedIn, por mais de 20 bilhões de euros (74 bilhões de reais). Foi também essencial na compra do Skype. Hood supervisiona ainda a transição do modelo de negócios da Microsoft para a computação na nuvem. Após a saída do diretor de operações a companhia, Kevin Turner, em julho de 2016, Hood passou a ser a número dois da Microsoft e braço direito do CEO, Satya Nadella. O Uber não é o senhor do transporte urbano na China. Nem o Lyft e tampouco o Cabify. O gigante asiático tem seu próprio referente, Didi Chuxing, fruto da fusão entre as duas maiores empresas de táxi por aplicativo do país. Liu Qing é a presidenta da companhia e o cérebro da compra do Uber China por parte de sua empresa no ano passado. Cerca de 40% dos funcionários da Didi são mulheres. Qing, de 39 anos, lançou um plano de promoção profissional para mulheres dentro de sua empresa, o primeiro numa grande firma de tecnologia chinesa. Sua capacidade negociadora também fez com que a Didi Chuxing se tornasse o único serviço de táxi por aplicativo que pode ser contratado em Xangai, a cidade mais populosa da China, com mais de 20 milhões de habitantes.
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    16Do México para o mundo Blanca Treviño é a presidenta e diretora-geral da Softtek, empresa que sob a sua liderança consolidou-se como líder em serviços de tecnologias da informação na América Latina. Tudo começou no início dos anos oitenta, já com ela à frente de um grupo de 10 recém-formados. Treviño, engenheira de computação de 57 anos, abriu as portas para as empresas mexicanas de seu setor ao mercado norte-americano com as primeiras externalizações de serviços a localizações próximas, o que ela mesma chamou de 'nearshoring'. Hoje, lidera a principal empresa de tecnologia do México, fabrica software para companhias de relevância internacional e possui 30 escritórios com mais de 12.000 funcionários.
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    17O motor do SpaceX Gwynne Shotwell é a presidenta do SpaceX, o projeto empresarial de Elon Musk para chegar a Marte e uma das maiores companhias aeroespaciais privadas do mundo. Shotwell é uma engenheira mecânica e matemática de 53 anos. Supervisiona o dia a dia do SpaceX, que prevê mais de 40 lançamentos de sua aeronave reutilizável, o Dragon, e de sua evolução, o Dragon 2, que a NASA pretende utilizar em seis viagens tripuladas à Estação Espacial Internacional. Durante seu discurso em abril no Space Symposium, no Colorado, Shotwell criticou a pouca promoção de mulheres no setor. “Não é que uma Einstein só chegará a ser professora assistente”, afirmou. “É que uma não tão inteligente tampouco chega tão longe quanto um homem não tão inteligente.”

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