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O desafio da Argentina

A sociedade deve perceber de forma clara a luta contra a corrupção

Mauricio Macri (centro), Diego Santilli (esquerda) e Horacio Rodríguez Larreta.
Mauricio Macri (centro), Diego Santilli (esquerda) e Horacio Rodríguez Larreta. (EFE)

Embora o presidente Mauricio Macri tenha sublinhado seu compromisso taxativo para acabar com a corrupção na Argentina, é fundamental que os cidadãos também percebam que estão ganhando nesta luta contra um mal que há muito tempo aflige um grande país.

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É verdade que às vezes os resultados demoram para se refletir na vida cotidiana, mas, até esse momento, não é suficiente apenas as estatísticas favoráveis. E não há dúvida de que o Governo Macri enfrentou situações praticamente de emergência com clareza e força inquestionáveis – principalmente na economia –, mas os argentinos devem ver que está acontecendo o mesmo com a corrupção. A sociedade precisa notar que, por um lado, as investigações avançam, enquanto que, por outro, são adotadas medidas realistas e eficazes para combater este flagelo em todos os níveis.

A Argentina deve contribuir com sua parte para esclarecer o escândalo Odebrecht que se espalhou do Brasil – por enquanto – ao resto do continente, e que está testando os sistemas judiciais de vários países. Assim, a Justiça argentina deve agir sem qualquer impedimento, e seus funcionários devem realizar seu trabalho completamente à margem do jogo político algo que, infelizmente, nem sempre aconteceu no passado. O caso Odebrecht constitui um teste através do qual será possível confirmar se o país sul-americano entrou no caminho de arrancar um rótulo que nos últimos anos causou um grande prejuízo.

Medidas como a adotada com a polícia de Buenos Aires, onde cerca de 4.700 policiais foram afastados, outros 390 presos e o antigo chefe processado, é um passo certamente positivo, mas talvez insuficiente se não forem atacadas, desde a origem, as condições que consolidaram práticas que devem ser banidas para sempre da paisagem argentina.

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