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Vettel vence o GP da Austrália, primeira corrida do Mundial de Fórmula 1

Piloto alemão supera as Mercedes de Hamilton e Bottas. Massa termina em sexto

Sebastian Vettel (ao centro) comemora sua vitória no pódio, ao lado de Lewis Hamilton (à esq.), segundo colocado, e Valtteri Bottas, o terceiro. Ver galeria de fotos
Sebastian Vettel (ao centro) comemora sua vitória no pódio, ao lado de Lewis Hamilton (à esq.), segundo colocado, e Valtteri Bottas, o terceiro. REUTERS

Algo mudou no Mundial de Fórmula 1. E é importante. A Mercedes não ganhou a primeira corrida do ano, no Grande Prêmio da Austrália. O domínio absoluto da marca alemã parece ter cedido. Agora, a Ferrari alcançou os monopostos da flecha prateada e, na abertura da temporada, conseguiu inclusive superá-los. Sebastian Vettel venceu a primeira corrida do ano, após um duelo impensável com o tricampeão mundial Lewis Hamilton. O britânico largou na ponta, mas depois da primeira e única mudança de pneus perdeu a liderança e não conseguiu mais recuperá-la. Terminou em segundo, defendendo-se dos ataques do seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, em vez de tentar lutar pela vitória.

A pré-temporada não fazia imaginar um início de campanha como o que se viu. A Mercedes tinha perdido só duas corridas na temporada passada, e nos testes de Barcelona parecia a equipe mais forte e sólida. Entretanto, já ali se confirmou uma melhora substancial da Ferrari, que poderia lhe permitir encarar a escuderia alemã de igual para igual. Em Melbourne, tudo isso se confirmou. Hamilton obteve a pole, mas com Vettel nos seus calcanhares. E, na corrida, a batalha continuou. Os dois foram os grandes protagonistas, mantendo um duelo feroz, marcado pelas distintas estratégias e pela igualdade entre os dois carros.

Hamilton sofreu e teve a prova de que sua Mercedes já não é o melhor carro do grid. Manteve-se na liderança até que, na 17ª volta, decidiu entrar nos boxes para trocar de pneus, colocando um composto macio. E então começou a perder a corrida. Vettel mantinha um ritmo constante, que se acelerou nas voltas seguintes. Hamilton, por sua vez, se situou atrás de Verstappen na volta à pista, e isso o condenou. Pressionou-o, tentou provocar uma falha do holandês, manteve-se grudado procurando a chance de ultrapassar, mas não conseguiu. O piloto da Red Bull foi fechando todas as opções do britânico, enquanto Vettel ia ganhando o tempo necessário para entrar nos boxes e sair à frente de Hamilton.

Aí a prova se decidiu. Vettel trocou os pneus na 23ª volta e, também com os macios, voltou à pista com a primeira posição consolidada, mantendo um ritmo de corrida similar e até melhor que o de um Hamilton desesperado, que via a primeira vitória lhe escapar. O alemão não subia ao topo do pódio desde a corrida de Cingapura em 2015. Esta foi a sua 23ª vitória e a quarta com a Ferrari. Hamilton sofreu, porque Bottas foi reduzindo a distância em relação a ele, apesar de nunca ter significado uma ameaça real. Terminou a dois segundos do britânico, encurtando assim uma diferença que chegou a ser de sete segundos. A Mercedes monopolizou o segundo e o terceiro lugares, mas a Ferrari levou os louros.

Felipe Massa, que largara em sétimo, terminou em sexto, atrás de Raikkonen e Verstappen, e à frente de Sergio Pérez. Carlos Sainz foi o oitavo, após uma briga importante com seu companheiro de equipe, Daniil Kvyat, que acabou em nono, colado no espanhol. “A equipe me pediu que deixasse Kvyat passar, por questões estratégicas, e ali perdi sete segundos”, comentou o madrilenho. “No final acabei diante dele, mas vi que não podia competir com a Force India de Pérez. A corrida foi uma boa lição para mim.”

Fernando Alonso se manteve atrás do seu compatriota Sainz durante boa parte da corrida e chegou a ocupar a décima posição, defendendo seu lugar com unhas e dentes. Entretanto, no final, o mau desempenho da sua McLaren não lhe permitiu se manter na zona de pontuação. O espanhol não conseguiu frear a perseguição de Ocon (10º na prova) e Hulkenberg (11º), que o ultrapassaram a cinco voltas do final. Fora dos pontos, Alonso entrou nos boxes com problemas mecânicos, na 53ª volta, e não saiu mais. Seu companheiro, Stoffel Vandoorne, teve problemas no começo da corrida, mas se manteve na pista e acabou em 13º, após quase ser superado por Alonso. A McLaren melhorou em confiabilidade, mas continua longe dos pontos. A prova mais evidente disso é que, na corrida, Alonso rodou quase dois segundos pior que as duas Toro Rosso.

“No final a suspensão quebrou e precisei abandonar”, comentou Fernando Alonso. “Foi a melhor corrida da minha vida, porque me manter nos pontos por quase toda a corrida, com um carro tão pouco competitivo, tendo que reservar gasolina para conseguir acabar, obrigado a tirar o pé do acelerador um segundo por volta e vendo os outros passarem 35 km/h mais rápidos na reta… Poucas vezes voltaremos a ver uma McLaren na 13ª posição do grid e lutando pelos pontos. Iremos mais para trás. É preciso melhorar imediatamente.” Conclusivo.

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