Emma Watson: “Não entendo o que meus peitos têm a ver com o feminismo”

A atriz defende-se de quem a acusa de hipócrita por posar com seu torso seminu para a revista 'Vanity Fair'

Emma Watson na estreia de 'A Bela e a Fera' em Los Angeles, em 2 de março.
Emma Watson na estreia de 'A Bela e a Fera' em Los Angeles, em 2 de março.MARIO ANZUONI (REUTERS)

Emma Watson é muito clara: suas fotos para a capa da edição norte-americana da revista Vanity Fair não têm nada a ver com o feminismo, a favor ou contra. A atriz, de 26 anos, foi fortemente criticada depois que a revista publicou as fotos da reportagem da edição de março, onde a intérprete, conhecida por sua luta pela igualdade de gênero, aparece em uma delas com o torso seminu. Diante dos comentários negativos, decidiu responder.

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“Não entendo o que meus peitos têm a ver com o feminismo”, disse a atriz neste fim de semana à agência de notícias Reuters. A estrela do novo filme A Bela e a Fera afirmou aos meios de comunicação que a polêmica reflete o que a sociedade acredita que seja o feminismo: “O feminismo é sobre dar poder de escolha às mulheres. O feminismo não é uma vara para bater em outra mulher. É liberdade, libertação, igualdade. Realmente não entendo o que meus peitos têm a ver com isso. É muito confuso. Estou confusa e muitas pessoas também”, diz.

Watson aparece em uma das imagens da reportagem com uma saia e uma espécie de bolero composto por cordões de crochê. As fotografias foram tiradas pelo famoso fotógrafo de moda Tim Walker, que impregnou a reportagem com seu característico estilo fantasioso e irreal.

“Fizemos muitas coisas loucas durante a sessão de fotos, mas me senti incrivelmente artística, tão criativamente envolvida e comprometida com Tim... Estou muito emocionada com as bonitas e interessantes fotografias”, destacou a atriz.

Watson virou o jogo e usou a atual polêmica para dar outra lição de feminismo ao mundo e de como as mulheres são as donas de seu próprio corpo. É conhecida por seu trabalho em favor das mulheres no projeto HeForShe, criado pela ONU Mulheres e que reivindica os direitos das mulheres, da igualdade de gênero e promove mudanças sociais.

Em sua entrevista à Vanity Fair, a atriz britânica falou sobre sua carreira e sua vida midiática: “Venho fazendo isso desde que tinha 10 ou 11 anos. E, algumas vezes, pensei que não servia para isso porque sou muito séria. Mas, à medida que fui ficando mais velha, percebi que todas essas batalhas, as maiores e as menores, são parte de quem sou”, reconhece.

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