Estados Unidos cresceram acima do esperado no terceiro trimestre

Consumo registra o melhor resultado desde 2002, e o lucro das empresas também aumenta

Operadores na Bolsa de Nova York.
Operadores na Bolsa de Nova York. (EFE)

A atividade econômica nos Estados Unidos recuperou-se no terceiro trimestre com mais força do que se previa. O produto interno bruto cresceu a uma taxa anualizada de 3,2% (0,7% no trimestre), três décimos a mais do que se estimava há um mês. O dado é compatível com as projeções do Federal Reserve (Banco Central norte-americano), que se reúne dentro de duas semanas para possivelmente decidir uma segunda alta da taxa de juros.

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O ritmo da expansão econômica nos EUA é o mais robusto desde o segundo trimestre de 2014, 2 pontos percentuais maior do que o anêmico resultado do trimestre anterior. Os motores desse crescimento são o aumento das exportações, a expansão do gasto público e um comportamento melhor do que o esperado no consumo.

O gasto do consumidor representa dois terços do crescimento. O dado revisto eleva esse componente para 2,8%, melhor leitura desde 2002, superando em sete décimos de ponto percentual a taxa prevista há um mês. O investimento das empresas cresceu 10,1%, quase o dobro do que se calculara na primeira leitura. Os dividendos das companhias cresceram 6,6%, revertendo a queda de 0,6% que havia sido registrada no segundo trimestre.

No lado da balança comercial, as exportações cresceram 10,1%, conforme o previsto. Neste caso, como já se comentava há um mês, a expressiva recuperação é apenas temporária, decorrente da safra de soja. As importações registraram um incremento de 2,1%. O investimento imobiliário, enquanto isso, contraiu-se 4,4%, embora ainda seja melhor que o negativo de 6,2% previsto anteriormente.

A grande pergunta é como a chegada de Donald Trump à Casa Branca afetará a economia dos EUA e, por extensão, a global. O programa do presidente-eleito contempla reforçar o crescimento destinando um trilhão de dólares (3,4 trilhões de reais) para obras de infraestrutura, a fim de estimular a produtividade e gerar empregos. Wall Street espera que o republicano seja pragmático e não se deixe levar por seu ego.

A Bolsa nova-iorquina registrou 15 dias de altas consecutivas após o resultado da eleição, o que levou o índice Dow Jones a situar-se pela primeira vez acima dos 19.000 pontos. Esta semana, entretanto, começou com uma pausa na escalada. O que resta ver agora é se o plano econômico de Trump acabará gerando mais inflação que crescimento.

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