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Tiro em militante sem teto foi dado por policial que dirigia carro e não pelo proprietário do veículo

Diferentemente do que noticiou o EL PAÍS em maio, disparo que atingiu manifestante do MTST foi feito por Robson Vieira do Nascimento

Uma militante do MTST foi baleada durante uma passeata da qual participava no dia 4 de maio deste ano, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. O autor do disparo, ao contrário do que afirmou o EL PAÍS na notícia que publicou à época, não foi o policial Leandro da Silva Rosolen – mas, sim, Robson Vieira do Nascimento, também policial, de 32 anos, preso na ocasião em flagrante. Nascimento estava de folga na ocasião.

Edilma Aparecida Vieira dos Santos protestava com outros moradores da Ocupação João Goulart, hoje desintegrada, contra uma ordem de despejo, quando foi atingida por uma bala na barriga. O objetivo da mobilização dos sem-teto, que reuniu cerca de 500 pessoas de forma pacífica, era negociar alternativas ao despejo com as autoridades.

Segundo informação transmitida pelo MTST e publicada nas redes sociais do movimento logo após o ocorrido, o disparo partiu de um corsa preto de placa EQZ 8730, cujo proprietário era Leandro Rosolen. No entanto, o carro estava sendo conduzido – segundo a informação divulgada só mais tarde pela polícia – por Robson do Nascimento, que foi levado imediatamente à delegacia. O PM, fora de serviço naquele momento, teria cruzado com a multidão e se sentido ameaçado por ela, o que o motivou a usar sua arma para fazer o disparo.

Edilma foi levada ao Pronto Socorro Municipal de Itapecerica da Serra, onde passou por uma cirurgia e se recuperou com sucesso. O policial foi transferido da Delegacia de Itapecerica da Serra para o Presídio Romão Gomes, onde responde por tentativa de homicídio. O caso segue na Justiça, depois de um pedido de habeas corpus feito pelo acusado e que ainda aguarda resposta.

 

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