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‘Procurando Dory’: humor, ação e ternura

A continuação de ‘Procurando Nemo’ diverte crianças e adultos, embora não chegue ao nível do primeiro filme

Antes de mais nada, esta não é uma crítica cinematográfica usual, para isso já temos excelentes críticos no EL PAÍS. É uma opinião, depois de ver Procurando Dory, do ponto de vista de mãe que terá de levar os filhos para ver o filme, que já bateu os recordes de bilheteria como melhor estreia de animação nos Estados Unidos na sexta-feira passada — no Brasil, a estreia será em 30 de junho. Os pequenos vão gostar? E os pais? Será um daqueles filmes que você fica desejando que acabe logo ou aproveita para tirar um cochilo, ou curtirá tanto quanto eles?

A resposta à primeira pergunta é sim, as crianças vão gostar. Tem doses de humor, de ação eletrizante, de ternura, distribuídas por todo o filme. Vão curtir ainda mais se conhecerem Procurando Nemo, que apesar de ser de 2003, muitos já assistiram na televisão. Dory era sem dúvida um dos melhores personagens do primeiro filme, e centrar a continuação nela é um acerto. A ação transcorre meses depois da primeira parte, quando o peixe esquecido vai recordando momentos de sua infância em diferentes flashbacks e decide procurar seus pais.

A única dúvida é se prenderá a atenção dos menores (até quatro ou cinco anos), já que a parte mais dramática talvez seja um pouco longa para eles, com o peixinho azul angustiado porque não consegue se lembrar de nada e a mensagem Disney de exaltação da família e da amizade.

E os maiores? Como parte de uma geração que foi ver filmes de animação já crescidinha, mas sem crianças (os anos dourados de Ice Age, Shrek, Toy Story...), gosto de um bom filme de desenhos animados, e Procurando Dory é um desses. Tem um personagem novo, o polvo Hank (dublado em inglês por Ed O'Neill, o rabugento Jay Pritchett de Modern Family), muito divertido, que lembra Gill, o peixe branco e preto chefe da turma do aquário do primeiro filme, mas acho que o supera. O leões marinhos são muito engraçados (e malandros). Também tem as típicas piadas pensadas para os adultos, como a referência a Sigourney Weaver. É divertida, apesar de não chegar ao nível de Nemo (aquela cena da terapia dos tubarões), ou de outras mais recentes como Divertida Mente.

Quanto às discussões sobre a possível inclusão de um casal lésbico e um personagem transgênero, devo reconhecer que, mesmo esperando por sua aparição, nem os notei. Se existirem, as referências são tão breves que não acredito que acrescentem algo à inclusão e à diversidade.

Mais duas observações: o curta apresentado no início, Piper, é uma fofura só. Um passarinho adorável, com uma historinha muito bem feita. E esperem até o final dos créditos, há uma pequena surpresa.

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