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As cidades coloniais mais bonitas da América

De Cartagena de Índias a Quito e de San Miguel de Allende a Cuzco, rastros do passado espanhol e português no continente americano

  • Selecionamos uma lista com dez belas cidades coloniais em dez países das Américas. O México tem muitas cidades históricas de grande beleza que conservam intacto seu passado espanhol: Oaxaca, Mérida, Zacatecas, Povoa… Escolhemos San Miguel de Allende (Guanajuato) por seu bem preservado conjunto arquitetônico dos séculos XVII e XVIII, suas ruas de pedras, seus pátios arborizados e sua bela praça principal (na foto).
    1Selecionamos uma lista com dez belas cidades coloniais em dez países das Américas. O México tem muitas cidades históricas de grande beleza que conservam intacto seu passado espanhol: Oaxaca, Mérida, Zacatecas, Povoa… Escolhemos San Miguel de Allende (Guanajuato) por seu bem preservado conjunto arquitetônico dos séculos XVII e XVIII, suas ruas de pedras, seus pátios arborizados e sua bela praça principal (na foto). iStock
  • San Miguel de Allende foi fundada em 1542 pelo monge franciscano Frei Juan de San Miguel e é patrimônio mundial da Unesco desde 2008. A imagem mais característica da cidade é a igreja de San Miguel Arcángel (na imagem), erguida em 1709 mas com uma fachada neogótica de 1890. A igreja ocupa uma lateral da praça principal, um quadrilátero cercado por casas e palácios de estilo colonial e dominado pelo jardim Allende, com suas características árvores de copas cilíndricas.
    2San Miguel de Allende foi fundada em 1542 pelo monge franciscano Frei Juan de San Miguel e é patrimônio mundial da Unesco desde 2008. A imagem mais característica da cidade é a igreja de San Miguel Arcángel (na imagem), erguida em 1709 mas com uma fachada neogótica de 1890. A igreja ocupa uma lateral da praça principal, um quadrilátero cercado por casas e palácios de estilo colonial e dominado pelo jardim Allende, com suas características árvores de copas cilíndricas. iStock
  • O visitante que atravessa o característico arco amarelo sob a torre do Relógio (na imagem) de Cartagena de Índias se vê transportado a uma cidade murada que se mantém, na essência, como quatro séculos atrás. O mais característico da cidade colombiana são suas praças: a dos Coches, com seus pórticos; a de Fernández Madrid, com sua vegetação exuberante, e a da Aduana, onde uma estátua recorda o madrilenho Pedro de Heredia, que fundou a cidade em 1533.
    3O visitante que atravessa o característico arco amarelo sob a torre do Relógio (na imagem) de Cartagena de Índias se vê transportado a uma cidade murada que se mantém, na essência, como quatro séculos atrás. O mais característico da cidade colombiana são suas praças: a dos Coches, com seus pórticos; a de Fernández Madrid, com sua vegetação exuberante, e a da Aduana, onde uma estátua recorda o madrilenho Pedro de Heredia, que fundou a cidade em 1533.
  • A história de Cartagena foi escrita à força de saques: o então porto espanhol era o alvo preferido dos piratas do Caribe. As marcas daquele período podem ser vistas na muralha que circunda o centro histórico – e pode ser percorrida a pé – , no Castelo San Felipe de Barajas e no Museu Naval do Caribe, que recria batalhas históricas. Tanto a cidade como o castelo são patrimônio mundial da Unesco desde 1984.
    4A história de Cartagena foi escrita à força de saques: o então porto espanhol era o alvo preferido dos piratas do Caribe. As marcas daquele período podem ser vistas na muralha que circunda o centro histórico – e pode ser percorrida a pé – , no Castelo San Felipe de Barajas e no Museu Naval do Caribe, que recria batalhas históricas. Tanto a cidade como o castelo são patrimônio mundial da Unesco desde 1984. iStock
  • Os espanhóis fundaram Santiago de los Caballeros de Guatemala em 1541 e estabeleceram ali a sede de sua administração regional. Em 1776 vários terremotos destruíram a povoação e, por isso, a capital foi transferida para a Cidade da Guatemala. A localidade arrasada ficou conhecida então por vários nomes, como “cidade antiga” e “Guatemala arruinada”, mas finalmente se optou por Antigua Guatemala. É patrimônio mundial da Unesco desde 1979.
    5Os espanhóis fundaram Santiago de los Caballeros de Guatemala em 1541 e estabeleceram ali a sede de sua administração regional. Em 1776 vários terremotos destruíram a povoação e, por isso, a capital foi transferida para a Cidade da Guatemala. A localidade arrasada ficou conhecida então por vários nomes, como “cidade antiga” e “Guatemala arruinada”, mas finalmente se optou por Antigua Guatemala. É patrimônio mundial da Unesco desde 1979. Corbis
  • O centro histórico de Antigua (Guatemala) mostra belas ruas com calçamento de pedras e edifícios coloniais ao lado de edifícios derrubados pelos fortes terremotos. A região que emoldura a cidade é outro de seus atrativos: encostas cobertas de cafezais e enormes cumes vulcânicos, vistos no fundo na imagem.
    6O centro histórico de Antigua (Guatemala) mostra belas ruas com calçamento de pedras e edifícios coloniais ao lado de edifícios derrubados pelos fortes terremotos. A região que emoldura a cidade é outro de seus atrativos: encostas cobertas de cafezais e enormes cumes vulcânicos, vistos no fundo na imagem. iStock
  • Cusco – Qosqo, em quíchua – foi a capital do Império inca e uma das cidades mais importantes do vice-reino do Peru. Dessas duas fontes antagônicas bebe seu patrimônio histórico, que combina belos edifícios da época do domínio espanhol e impressionantes vestígios da civilização pré-colombiana, como os blocos de pedra de Sacsayhuaman. É, além disso, a porta de entrada para a imponente Machu Picchu, a joia inca.
    7Cusco – Qosqo, em quíchua – foi a capital do Império inca e uma das cidades mais importantes do vice-reino do Peru. Dessas duas fontes antagônicas bebe seu patrimônio histórico, que combina belos edifícios da época do domínio espanhol e impressionantes vestígios da civilização pré-colombiana, como os blocos de pedra de Sacsayhuaman. É, além disso, a porta de entrada para a imponente Machu Picchu, a joia inca.
  • A altitude da cidade peruana de Cusco – 3.300 metros – produz uma sensação estranha no visitante que aumenta o encanto de suas ruas. Sua beleza brilha na praça de Armas (na imagem) e em igrejas como as da Merced ou e a da Companhia de Jesus. A cidade é patrimônio mundial desde 1983 e alguns a chamam de “Roma das Américas” por causa do grande número de monumentos que possui.
    8A altitude da cidade peruana de Cusco – 3.300 metros – produz uma sensação estranha no visitante que aumenta o encanto de suas ruas. Sua beleza brilha na praça de Armas (na imagem) e em igrejas como as da Merced ou e a da Companhia de Jesus. A cidade é patrimônio mundial desde 1983 e alguns a chamam de “Roma das Américas” por causa do grande número de monumentos que possui. iStock
  • A Unesco elaborou sua primeira lista do patrimônio mundial em 1978, que incluía tesouros como o templo de Abu Mena, no Egito, e o Mont Saint-Michel, na França. O organismo cultural da ONU também escolheu a capital equatoriana como uma das maravilhas do mundo a serem protegidas. Quito foi, assim, uma das primeiras cidades do mundo a obterem esse reconhecimento, junto com Cracóvia (na Polônia).
    9A Unesco elaborou sua primeira lista do patrimônio mundial em 1978, que incluía tesouros como o templo de Abu Mena, no Egito, e o Mont Saint-Michel, na França. O organismo cultural da ONU também escolheu a capital equatoriana como uma das maravilhas do mundo a serem protegidas. Quito foi, assim, uma das primeiras cidades do mundo a obterem esse reconhecimento, junto com Cracóvia (na Polônia). Age
  • Construída na encosta do vulcão Pichincha, Quito ostenta orgulhosa seu passado colonial, que se revela em um centro histórico com ruas repletas de igrejas, mosteiros, mansões e todo tipo de monumentos. Destacam-se a majestosa praça da Independência – ou praça Grande – , onde se localizam vários palácios e a catedral, assim como a beleza sóbria da praça de San Francisco (na imagem), dominada pela imponente igreja do mesmo nome.
    10Construída na encosta do vulcão Pichincha, Quito ostenta orgulhosa seu passado colonial, que se revela em um centro histórico com ruas repletas de igrejas, mosteiros, mansões e todo tipo de monumentos. Destacam-se a majestosa praça da Independência – ou praça Grande – , onde se localizam vários palácios e a catedral, assim como a beleza sóbria da praça de San Francisco (na imagem), dominada pela imponente igreja do mesmo nome. Getty Images
  • A cidade boliviana de Potosí viveu um passado esplendoroso durante a época colonial e deu nome a uma moeda, o potosí. As heranças desse período podem ser vistas na Casa da Moeda (na imagem), que mostra a história de uma terra de onde foram extraídas toneladas de prata para financiar o Império Espanhol. Hoje, quase todas as minas são improdutivas, mas o antigo auge ainda ecoa na linguagem popular com a expressão “vale um potosí”.
    11A cidade boliviana de Potosí viveu um passado esplendoroso durante a época colonial e deu nome a uma moeda, o potosí. As heranças desse período podem ser vistas na Casa da Moeda (na imagem), que mostra a história de uma terra de onde foram extraídas toneladas de prata para financiar o Império Espanhol. Hoje, quase todas as minas são improdutivas, mas o antigo auge ainda ecoa na linguagem popular com a expressão “vale um potosí”. Getty Images
  • Potosí (Bolívia) acumula vários recordes: é considerada a cidade mais alta do mundo (3.900 metros) com mais de 100.000 habitantes, e está na encosta do Cerro Rico, onde durante um século e meio existiu a maior mina de prata do mundo (até meados do séc. XVII). Suas ruas oferecem vestígios únicos do passado opulento como a catedral, a igreja de San Lorenzo, o Arco de Cobija, a Torre da Companhia de Jesus e o convento de Santa Teresa.
    12Potosí (Bolívia) acumula vários recordes: é considerada a cidade mais alta do mundo (3.900 metros) com mais de 100.000 habitantes, e está na encosta do Cerro Rico, onde durante um século e meio existiu a maior mina de prata do mundo (até meados do séc. XVII). Suas ruas oferecem vestígios únicos do passado opulento como a catedral, a igreja de San Lorenzo, o Arco de Cobija, a Torre da Companhia de Jesus e o convento de Santa Teresa. Corbis
  • Vamos ao Brasil para descobrir o passado colonial português em Ouro Preto, pequena cidade (68.000 habitantes) do Estado de Minas Gerais com uma grande herança arquitetônica do século XVIII. Seu nome vem das minas de ouro que Portugal explorou naquele século. Esgotadas as reservas auríferas, hoje a cidade vive do turismo. É patrimônio mundial desde 1980.
    13Vamos ao Brasil para descobrir o passado colonial português em Ouro Preto, pequena cidade (68.000 habitantes) do Estado de Minas Gerais com uma grande herança arquitetônica do século XVIII. Seu nome vem das minas de ouro que Portugal explorou naquele século. Esgotadas as reservas auríferas, hoje a cidade vive do turismo. É patrimônio mundial desde 1980. Getty Images
  • As ruas de Ouro Preto (Brasil) estão repletas de obras de arte barrocas, como as esculturas de Aleijadinho ou os edifícios do estilo conhecido como barroco mineiro, que incluem mansões e igrejas. Destacam-se as igrejas de São Francisco de Assis, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora do Rosário (século XVIII), de curiosa planta ovalada.
    14As ruas de Ouro Preto (Brasil) estão repletas de obras de arte barrocas, como as esculturas de Aleijadinho ou os edifícios do estilo conhecido como barroco mineiro, que incluem mansões e igrejas. Destacam-se as igrejas de São Francisco de Assis, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora do Rosário (século XVIII), de curiosa planta ovalada.
  • Granada é a cidade mais antiga da Nicarágua, fundada pelo andaluz Francisco Hernández de Córdoba em 1524. Quem a visita, ávido de contemplar suas numerosas amostras de arquitetura colonial e neoclássica, costuma chamá-la de “Grande Sultana”, pela aparência mourisca que a assemelha à Granada espanhola.
    15Granada é a cidade mais antiga da Nicarágua, fundada pelo andaluz Francisco Hernández de Córdoba em 1524. Quem a visita, ávido de contemplar suas numerosas amostras de arquitetura colonial e neoclássica, costuma chamá-la de “Grande Sultana”, pela aparência mourisca que a assemelha à Granada espanhola. Getty Images
  • O encanto de Granada (Nicarágua) está nas ruas de pedra, no casario colorido e nas igrejas coloniais. Não deixe de visitar o convento de San Francisco, cuja fachada parece uma colossal balaustrada dupla, nem a vistosa catedral (na imagem, ao fundo) amarela, vermelha e branca. Do alto do campanário, aberto à visitação, tem-se uma vista maravilhosa da cidade.
    16O encanto de Granada (Nicarágua) está nas ruas de pedra, no casario colorido e nas igrejas coloniais. Não deixe de visitar o convento de San Francisco, cuja fachada parece uma colossal balaustrada dupla, nem a vistosa catedral (na imagem, ao fundo) amarela, vermelha e branca. Do alto do campanário, aberto à visitação, tem-se uma vista maravilhosa da cidade. Getty Images
  • Trinidad é uma das cidades coloniais mais bem preservadas das Américas, o que lhe valeu o título de patrimônio mundial da Unesco em 1988. Foi fundada em 1514 por Diego Velázquez de Cuéllar no centro da ilha de Cuba, uma região onde séculos mais tarde (no XIX) prosperaria a indústria açucareira. Os latifundiários que se enriqueceram com esse cultivo ergueram luxuosas mansões que permanecem intactas, como se estivessem paradas no tempo.
    17Trinidad é uma das cidades coloniais mais bem preservadas das Américas, o que lhe valeu o título de patrimônio mundial da Unesco em 1988. Foi fundada em 1514 por Diego Velázquez de Cuéllar no centro da ilha de Cuba, uma região onde séculos mais tarde (no XIX) prosperaria a indústria açucareira. Os latifundiários que se enriqueceram com esse cultivo ergueram luxuosas mansões que permanecem intactas, como se estivessem paradas no tempo. Getty Images
  • O mais interessante da cidade cubana de Trinidad é passear nas ruas de pedras por onde quase não passam carros e contemplar detidamente o casario colorido e os edifícios senhoriais. Vale a pena hospedar-se em uma casa particular e tomar o café da manhã contemplando a calma de suas praças. De noite, a escadaria que leva à Casa da Música convida a sentar-se enquanto os garçons de diferentes bares oferecem mojitos aos turistas.
    18O mais interessante da cidade cubana de Trinidad é passear nas ruas de pedras por onde quase não passam carros e contemplar detidamente o casario colorido e os edifícios senhoriais. Vale a pena hospedar-se em uma casa particular e tomar o café da manhã contemplando a calma de suas praças. De noite, a escadaria que leva à Casa da Música convida a sentar-se enquanto os garçons de diferentes bares oferecem mojitos aos turistas. Corbis
  • Situada na margem esquerda do Rio da Prata, a uruguaia Colônia do Sacramento está muito mais perto de Buenos Aires que de Montevidéu, por isso a influência argentina é perceptível em suas ruas. A cidade foi fundada em 1680 pelo português Manuel Lobo, o que explica a feição portuguesa do traçado urbano.
    19Situada na margem esquerda do Rio da Prata, a uruguaia Colônia do Sacramento está muito mais perto de Buenos Aires que de Montevidéu, por isso a influência argentina é perceptível em suas ruas. A cidade foi fundada em 1680 pelo português Manuel Lobo, o que explica a feição portuguesa do traçado urbano.
  • O centro histórico de Colônia do Sacramento (Uruguai) exibe ruas estreitas de paralelepípedos e edifícios que combinam os estilos português, espanhol e pós-colonial. Não deixe de passear pela muralha do século XVIII ou percorrer as avenidas em um carro antigo. Tarde da noite, os postes lançam uma luz tênue sobre os paralelepípedos e grupos de música ao vivo com gente dançando entre os carros criam uma cena que transporta a outros tempos.
    20O centro histórico de Colônia do Sacramento (Uruguai) exibe ruas estreitas de paralelepípedos e edifícios que combinam os estilos português, espanhol e pós-colonial. Não deixe de passear pela muralha do século XVIII ou percorrer as avenidas em um carro antigo. Tarde da noite, os postes lançam uma luz tênue sobre os paralelepípedos e grupos de música ao vivo com gente dançando entre os carros criam uma cena que transporta a outros tempos. Getty Images
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