EL PAÍS dá início a nova era

O jornal se transforma em uma grande plataforma de conteúdos em múltiplos formatos Uma nova organização do trabalho contribuirá com a consolidação de sua liderança

O EL PAÍS está se transformando para continuar na liderança. Próximo de completar seu 40° aniversário, o jornal decidiu realizar uma profunda transformação para fazer frente aos desafios impostos pelas novas formas de consumo e de leitura da informação. Com uma nova organização, a incorporação de novos perfis e a remodelação de sua redação em Madri, o jornal chega, agora, ao ápice de um processo de mudança que começou há um ano, e que tem como meta reforçar sua posição como meio de comunicação de referência em espanhol em todo o mundo, através da Internet.

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Com esse objetivo, o diretor do EL PAÍS, Antonio Caño, nomeou novos diretores adjuntos: Jorge Rivera, responsável pela Informação; José Manuel Calvo, que se ocupará da área de Coordenação Editorial, e David Alandete, à frente de Produção e Distribuição de Conteúdos. Lluís Bassets continuará como diretor adjunto da edição catalã.

Luis Prados foi designado diretor do EL PAÍS América e estará sediado no México e à frente das edições de todo o continente. Carlos de Vega será o novo subdiretor de Vídeo e Fotografia. Bernardo Marín, Miguel Jiménez, Eva Saiz e Maite Rico continuarão a ser os subdiretores responsáveis por Canais Digitais, Informação, Edição Impressa e Fim de Semana, respectivamente. Como previsto no Estatuto da Redação do EL PAÍS, as novas nomeações serão submetidas à votação dos membros da Redação.

CAÑO: “NÃO TEMOS MEDO DE MUDANÇAS”

Mudar sem renunciar aos valores de liberdade e independência que marcaram os 40 anos do EL PAÍS. Essa é a mensagem que o diretor do jornal, Antonio Caño, transmitiu à Redação durante uma reunião, na qual destacou a necessidade de que a publicação se transforme em uma grande plataforma geradora de conteúdos, e cada vez mais focada nas Américas, uma área de expansão e crescimento.

“Assumimos o compromisso de continuar publicando uma edição impressa do EL PAÍS, e de mais qualidade, durante quanto tempo seja possível”, explicou Caño em uma carta aberta à Redação. “Mas, entramos, de uma vez, na construção de um grande meio digital de cobertura global que possa atender às demandas dos novos e futuros leitores”. E acrescentou: “No EL PAÍS, decidimos não só não ter medo de mudanças, como também nos adiantarmos, na medida do possível, para estar na vanguarda dessa tranformação, assim como estivemos na do nascimento dos meios de comunicação independentes na Espanha e da informação de qualidade e competitiva em espanhol”.

O EL PAÍS continua sendo o jornal de maior difusão e suas edições digitais o converteram no meio em espanhol mais acessado e lido do mundo. Consciente da “dura realidade enfrentada pelos que desempenham nosso ofício e pelos jornais em todo o mundo”, Caño ressaltou que a liderança do EL PAÍS não significa que a batalha esteja ganha, nem que a sua sobrevivência esteja garantida. “A revolução que afeta os meios de comunicação ainda não terminou. A migração de leitores de versões em papel às digitais é constante. Já se pode considerar um fato que o hábito da compra do jornal na banca ficou restrito a uma minoria”, afirmou Caño.

Tal esquema de organização contribuirá de maneira mais eficiente com a elaboração de conteúdos, e facilitará o acesso dos leitores. No atual contexto tecnológico, os distintos canais de distribuição exigem uma constante e completa adaptação da forma em que se elabora a informação e dos formatos oferecidos ao público que consume o produto ofertado em diferentes telas.

Por isso, o EL PAÍS se reestruturou internamente, para atender às exigências dos usuários que, cada vez mais, acessam os conteúdos do jornal através de seus computadores, celulares, Smart TVs e redes sociais.

As mudanças nas dinâmicas de trabalho também trazem consigo uma transformação das ferramentas utilizadas e da própria redação. Além de modernos aparatos de comunicação que facilitam o trabalho à distância, nos próximos dias, os jornalistas do EL PAÍS vão estrear um moderno espaço de trabalho. Será um amplo escritório aberto à colaboração e ao intercâmbio de ideias, com espaços para fomentar a criatividade, e onde as equipes vão se misturar para levar aos leitores novas histórias e produtos.

No coração da redação, ficará um grupo com perfis profissionais variados: jornalistas, editores gráficos e analistas de audiência. O objetivo é continuar contando com a confiança dos milhões de leitores que, de qualquer lugar do mundo, e através de qualquer suporte, consultam, cada dia, os conteúdos do EL PAÍS.

Para elaborar esses produtos e desenvolver outros novos, o jornal incorpora à sua equipe perfis de profissionais que contribuirão para reforçar suas marcas de identidade: jornalismo de qualidade, globalização e inovação.

JORGE RIVERA

Jorge Rivera (Madri, 1962), até agora diretor do jornal econômico Cinco Dias, editado pelo Grupo PRISA, assume o cargo de diretor adjunto de Informação do EL PAÍS. Formado em Ciências da Informação, começou sua trajetória profissional em 1985, no Cinco Dias. Posteriormente, foi redator e membro da equipe fundadora dos jornais La Gazeta de los Negócios e El Sol. Em 1991, começou a trabalhar na seção de Economia do EL PAÍS, onde tinha diversas responsabilidades, e, em 2000, voltou ao Cinco Dias como redator-chefe, desempenhando, em seguida, os cargos de subdiretor e diretor, posto no qual permaneceu durante quase 11 anos.

JOSÉ MANUEL CALVO

José Manuel Calvo, o novo diretor adjunto de Coordenação Editorial, é formado em Filosofia e Letras e em Jornalismo. Começou sua carreira profissional em 1981, nos informativos da SER, onde era o responsável pela seção de Internacional do programa Hora 25. Foi correspondente em Bruxelas e, posteriormente, em Washington. Em 1997, entrou para o EL PAÍS, na seção de Internacional. Em 2003, retornou a Washington para coordenar a redação do jornal nos Estados Unidos. Quando voltou à Espanha, em 2007, foi nomeado subdiretor. Mais tarde, assumiu a Edição Global e, depois, passou a ser o diretor de Comunicações do PRISA Notícias. Desde maio de 2012, estava à frente da seção de Opinião do jornal.

CARLOS DE VEGA

Carlos de Vega foi nomeado como subdiretor de Vídeo e Fotografia. Até agora, era o responsável pelo EL PAIS Vídeo, onde impulsionou a produção de conteúdos audiovisuais. Formado em Direito pela Universidade de León, Vega foi, durante sete anos, correspondente nos Estados Unidos dos canais de televisão Cuatro e CNN+. Em 2010, assumiu a direção de Comunicação da PRISA TV e, um ano depois, se mudou para Berlim para participar do lançamento da edição em espanhol da Deutsche Welle, onde trabalhava também como apresentador de seus informativos. Foi colaborador frequente da revista Vanity Fair e redator-chefe do programa Efeito Naím, dirigido por Moisés Naím na NTN24.