China

Pequim se torna a cidade com mais bilionários do mundo

Capital chinesa desbanca Nova York como o lugar com mais fortunas superiores a um bilhão de dólares

O bairro financeiro de Pequim (China).
O bairro financeiro de Pequim (China).bloomberg

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Pequim já é a cidade com mais bilionários no mundo. É o que aponta um levantamento da revista econômica chinesa Hurun, o equivalente à Forbes no gigante asiático. Segundo seus cálculos, viviam em 2015 na capital da China 100 pessoas com fortuna superior a um bilhão de dólares (cerca de quatro bilhões de reais), 32 a mais do que no ano anterior. Isto deixa Nova York, até agora a cidade com mais super-ricos no planeta, na segunda posição, com 95 bilionários (cinco a mais do que em 2014).

O número de grandes fortunas na China não para de crescer, apesar da desaceleração econômica. O gigante asiático supera também os Estados Unidos como o país com mais bilionários (568 contra 535) e consegue emplacar cinco das suas cidades (Pequim, Hong Kong, Xangai, Shenzhen e Hangzhou) no top 20 das metrópoles mais habitadas pelos super-ricos. Os EUA têm outras três: Nova York, San Francisco e Los Angeles. A terceira cidade com mais multimilionários do mundo é Moscou, com 66, mas como país a medalha de bronze vai para a Índia, com um total de 111. O Brasil foi ultrapassado pela França e caiu da oitava para a nona posição, com 49 bilionários, sete a menos que no ano anterior. A única cidade brasileira entre as 20 primeiras é São Paulo, em 17º, onde vivem 24 bilionários.

Os cálculos do Hurun mostram que, apesar do frágil crescimento mundial, o número de super-ricos alcançou a cifra de 2.188 pessoas, o que significa um novo recorde histórico. Sua fortuna cresceu em conjunto 9%, até chegar a 7,3 trilhões de dólares (28,9 trilhões de reais), mais do que o valor do PIB anual somado da Alemanha e Reino Unido. A China é o país que teve um maior aumento de bilionários em 2015 (90 a mais), enquanto a Rússia foi o que mais perdeu (menos 14). Por setores, o ano passado foi bom para as empresas manufatureiras, farmacêuticas e tecnológicas. As maiores quedas foram dos acionistas de empresas energéticas e imobiliárias.

"Apesar da desaceleração e da queda dos mercados de valores, a China gerou mais novos bilionários que qualquer outro país no mundo durante o ano passado. No resto do planeta, o crescimento desse grupo se viu freado pela desaceleração da economia mundial, o fortalecimento do dólar e a queda dos preços do petróleo. O número de grandes fortunas, entretanto, aumentou 50% desde 2013”, afirma em nota o coordenador pelo relatório, Ruper Hoogewerf.

Apesar do domínio da China, ainda não há nenhum bilionário desse país entre os dez mais ricos do mundo. O ranking continua sendo liderado por Bill Gates, com uma fortuna avaliada em 80 bilhões de dólares, 6% a menos do que em 2014. Ele é seguido por Warren Buffet, com 68 bilhões, uma redução de 11% em um ano. O terceiro é o espanhol Amancio Ortega, dono da Inditex, com 64 bilhões de dólares na conta e um crescimento de 16% em comparação a 2014. A ascensão mais espetacular é de Jeff Bezos, fundador da Amazon, que escala 18 posições e se situa em quarto lugar, com uma fortuna estimada em 53 bilhões de dólares.

O homem mais rico da China é Wang Jianlin, dono do conglomerado Wanda, apenas o 21º no ranking mundial, com 26 bilhões de dólares. A lista também inclui Jack Ma, fundador do site Alibaba, e os donos dos gigantes tecnológicos chineses Baidu (buscador) e Tencent (redes sociais).