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Rosberg vence GP do Brasil e garante o vice-campeonato

Hamilton termina em segundo e dá a 11° dobradinha do ano à escuderia Mercedes

Rosberg, depois de ganhar em Interlagos. Ampliar foto
Rosberg, depois de ganhar em Interlagos. AP

O Brasil cumpriu o roteiro. A principal preocupação da escuderia Mercedes no penúltimo grande prêmio era fazer com que Nico Rosberg conquistasse o vice-campeonato mundial. Ele tinha 21 pontos de vantagem para o alemão Sebastian Vettel e somente vencendo asseguraria seu objetivo, se o piloto da Ferrari terminasse em terceiro, como era previsível. No final, tudo saiu como o previsto. Rosberg venceu pela segunda vez consecutiva – quinta vitória do ano – e deixou seu colega de equipe, Lewis Hamilton, na segunda posição, seguido por Vettel a mais de 15 segundos de distância. Tudo muito tranquilo, tudo premeditado. Objetivos cumpridos. Hamilton já era campeão pela terceira vez. A Mercedes já havia assegurado o título de construtores e conseguiu sua 11° dobradinha do ano. E Rosberg garantiu matematicamente o vice-campeonato.

Hamilton, entretanto, deixou o autódromo em dúvida quando se aproximou perigosamente de seu companheiro de equipe e parecia disposta a atacá-lo no último terço da corrida. Esteve a menos de um segundo. Mas ao forçar o carro, precisou realizar uma freada forte para fazer bem uma curva à direita, manobra que prejudicou muito seus pneus dianteiros, e fez com que decidisse abandonar sua tentativa de ganhar no Brasil pela primeira vez em sua carreira na F-1. Rosberg ganhou sua 13° corrida, a Mercedes deu uma nova mostra de superioridade: venceu 31 corridas das 37 que disputou nos dois últimos. "Foi um grande fim de semana; controlei bem Hamilton. Mas é difícil estar aqui comemorando uma vitória, com os acontecimentos de Paris", disse Rosberg. Os pilotos fizeram um minuto de silêncio antes do começo da corrida em homenagem às vítimas dos atentados de Paris.

A Ferrari tentou de tudo para manter vivas as pretensões de Vettel de lutar pelo vice-campeonato. Buscou uma estratégia muito agressiva nas trocas de pneus, especialmente na penúltima passagem pelos boxes, quando colocaram pneus moles tentando conseguir mais aderência para tirar alguns décimos. Mas a resposta da Mercedes foi imediata. Eles também colocaram pneus moles e mantiveram as distâncias, até que a Ferrari teve de render-se às evidências. Melhoraram sensivelmente o rendimento de seu motor, mas ainda continuam distantes do rendimento dos Mercedes. Por outro lado, os monopostos de Maranello conseguiram se distanciar de todos os seus perseguidores, especialmente da Williams que, com Valtteri Bottas, teve de se conformar com o quinto lugar, atrás das Mercedes e das Ferrari.

As coisas, entretanto, não melhoraram para Carlos Sainz. O piloto de Madri teve problemas com os pneus traseiros na classificação, e tudo piorou na corrida. No momento em que começava sua volta de aquecimento, sua Toro Rosso parou na saída do pit lane. Mas, após as primeiras curvas, comunicou ao seu box: "Não tenho potência". Seu carro pareceu parar completamente e Sainz só teve o tempo de encostá-lo na grama. Uma nova decepção para o piloto espanhol, que tem sete abandonos em 18 corridas, enquanto seu colega, Max Verstappen, parece correr em outra escuderia. No Brasil, o holandês realizou uma boa corrida, sem nenhum problema mecânico, e acabou em décimo.

"Espero que não tenhamos mais problemas e ano que vem possamos correr limpamente sem problemas mecânicos", disse um decepcionado Carlos Sainz. "O motor estourou, portanto não é um erro meu. E a verdade é que não tenho muito mais o que dizer", encerrou o madrilenho.

Fernando Alonso conseguiu terminar a corrida dessa vez e isso já é uma boa notícia. Acabou em 16°, logo atrás de Jenson Button. O asturiano ganhou quatro posições na largada, mas isso não foi de muita ajuda. Durante a corrida, andou sempre nas últimas posições, com uma McLaren que lhe causou todos os tipos de problemas ao longo da temporada.

Fernando Alonso, durante o GP do Brasil.
Fernando Alonso, durante o GP do Brasil. Getty

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