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A rota da lama: 500 km percorridos e ameaça à água do Espírito Santo

Crise e caos após rompimento de barragens da mineradora atingem novo Estado

Bento Rodrigues Ampliar foto
Bombeiro no telhado de casa em Bento Rodrigues. REUTERS

A onda de lama com rejeitos de minério que vem se deslocando ao longo do rio Doce após o rompimento de duas barragens na região de Mariana deve chegar ao estado do Espírito Santo nesta madrugada. A informação é do Serviço Geológico do Brasil, o CPRM , que vem monitorando em tempo real a situação.

Até o início da tarde desta segunda-feira, a enxurrada que saiu do distrito de Bento Rodrigues já tinha percorrido quase 500 km. O plano de paralisar o abastecimento hídrico na região do Espírito Santo, por conta da possibilidade de contaminação, já está preparado. Autoridades locais estimam que a falta d'água pode durar até 72 horas.

Às 14h, no último boletim informado CPRM, a onda se deslocava pelo rio Doce na altura de Resplendor, em Minas Gerais, e próximo destino seria o município mineiro de Aimorés, onde completaria 500 km percorridos desde o subdistrito de Bento Rodrigues. Depois, a lama deve seguir para a cidade de Baixo Guandu, no noroeste Espírito Santo, a 186 km de Vitória, onde vivem mais de 30 mil pessoas. Ainda de acordo com o CPRM, apesar da força da enxurrada, não há risco de inundação nos municípios localizados às margens do rio Doce.

Na tarde desta segunda-feira, alguns moradores de Baixo Guandu se reuniram em uma ponte que liga a cidade ao município de Aimorés para aguardar a chegada da enxurrada de lama ao Rio Doce, segundo o site G1. Preocupada, a população vem se preparando e tem feito armazenamento principalmente em caixas d'água extras, piscinas e estoque de galões de água mineral.

Mapa do Serviço Geológico do Brasil. ampliar foto
Mapa do Serviço Geológico do Brasil.

A Samarco informou em nota que está tomando todas as providências possíveis “para mitigar as consequências ambientais geradas com o avanço da mancha ao longo do rio Doce”. A mineradora informou ainda que a coleta de amostras de água nos trechos afetados já foi iniciada e terá continuidade até a normalização da situação. A empresa disse que o material é inerte e não tóxico.

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