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É preciso ajudar a Turquia

Turcos têm que receber a mensagem de que seu país não será largado à própria sorte na luta contra o terrorismo

Vítimas do atentado em Ancara jazem, cobertas com pano, no local do massacre.
Vítimas do atentado em Ancara jazem, cobertas com pano, no local do massacre.STR / EFE

A brutalidade do atentado registrado neste sábado em Ancara, o pior da história do país, deve disparar todos os alarmes sobre a urgente necessidade de resguardar a estabilidade na Turquia. A sociedade turca foi golpeada pelo terror criminoso, que tem uma intenção clara: semear o caos.

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A Turquia é uma sociedade democrática e estável —membro da OTAN— na linha de frente do cenário de guerra do Oriente Médio. Com todas suas limitações e controvérsias, trata-se de um país muçulmano com estrutura comparável à de seus vizinhos ocidentais; um país que bate insistentemente à porta da União Europeia e que tem um tratado preferencial com ela. E é parte fundamental da estabilidade no Oriente Médio e na Europa. Por isso deve ter todo o respaldo necessário. Os turcos têm que receber a mensagem de que seu país não será deixado à própria sorte na luta contra o terrorismo.

Embora possa parecer um clichê, a comunidade internacional precisa abordar de vez a situação de guerra no Oriente Médio. As iniciativas unilaterais costumam multiplicar os problemas. Desde que começaram os bombardeios russos na Síria, o Estado Islâmico conseguiu seus maiores avanços sobre o terreno, de tal maneira que ameaça diretamente a estratégica cidade de Alepo. Os EUA cancelaram seu programa de treinamento dos rebeldes sírios sem que esteja muito claro se teve alguma valia. O processo de paz entre Israel e os palestinos é uma fórmula vazia de conteúdo e cheia de tensão. Enquanto isso, a instabilidade e o terror avançam. A Turquia é a demonstração.

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