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Sevilla compõe ‘grupo da morte’ com Juventus e City na Champions

Barcelona, Real Madrid, Valencia e Atlético tiveram melhor sorte com os grupos

Messi e Cristiano Ronaldo, na festa.
Messi e Cristiano Ronaldo, na festa. REUTERS

O Sevilla foi o time espanhol mais prejudicado no sorteio da Liga dos Campeões, pois terá de enfrentar Juventus, Manchester City e Borussia Moenchengladbach. As quatro outras equipes espanholas terão rivais menos complicados: o Real Madrid jogará contra PSG, Shakhtar Donetsk e Malmoe; o Barcelona enfrentará Roma, Bayer Leverkusen e Bate Borisov; o Atlético terá como adversários Galatasaray, Benfica e Astana; e o Valencia encara Zenit, Lyon e Gent. O sorteio também definiu o duelo entre o Chelsea de Mourinho e o Porto de Casillas.

Ossos duríssimos de roer esperam o Sevilla. O campeão da Liga Europa enfrentará Juventus e Manchester City, duas potências que começam com o status de favoritos. Os italianos porque são os atuais vice-campeões e se reforçaram ainda mais neste verão [europeu]; os ingleses porque voltaram a incendiar o mercado com as aquisições de Sterling e Otamendi. A última bola do sorteio tampouco foi favorável ao Sevilha: o Borussia Moenchengladbach, histórico clube alemão que, mesmo não tendo a força do Bayern de Munique ou do Borussia Dortmund, fez uma grande temporada passada.

Melhor sorte teve o Barcelona, que enfrenta Bayer Leverkusen, Roma e Bate Borisov. O Bayer Leverkusen não deve ser, em princípio, rival para o Barça na hora de disputar o primeiro lugar do grupo. O destaque do time alemão está no meio-campo para frente com o turco Çalhanoglu, Bellarabi e Kiessling, homens rápidos e muito perigosos no contra-ataque. A Roma é uma equipe que pratica um jogo atraente, mas não está habituada a competir em nível europeu, vítima do baixo nível do futebol italiano nos últimos anos.

Messi recebe o prêmio de melhor jogador da última Liga dos Campeões das mãos do presidente da UEFA, Michel Platini. No fundo, Cristiano Ronaldo.
Messi recebe o prêmio de melhor jogador da última Liga dos Campeões das mãos do presidente da UEFA, Michel Platini. No fundo, Cristiano Ronaldo. REUTERS

O Real Madrid jogará contra o PSG, campeão francês, um clube milionário que se vê obrigado a fazer algo importante na Liga dos Campeões. Para tanto, investe a cada verão uma boa quantidade de milhões, como neste, que sacou o talão de cheques para comprar Ángel Di Maria, ex-Real Madrid e Manchester United, que custou mais de 60 milhões de euros (mais de 240 milhões de reais). Os brancos têm uma viagem difícil para o Leste para visitar o Shakhtar Donetsk, que joga fora de seu feudo por causa do conflito na Ucrânia. O clube ucraniano é um clássico da Champions que costuma ser muito difícil no outono, embora caia de rendimento na primavera. Finalmente, o Real Madrid vai enfrentar o sueco Malmoe, em princípio o mais fraco do grupo.

O sorteio determinou rivais acessíveis para o Atlético de Madrid, que estará no Grupo C com Benfica, Galatasaray e Astana. Apesar de serem duas boas equipes habituadas a disputar as competições europeias, a experiência adquirida pelos comandados de Simeone nos últimos anos os torna favoritos para o primeiro lugar do grupo. O toque exótico vem do Astana, do Cazaquistão, estreante na Liga dos Campeões.

O Valencia também teve boa sorte no sorteio e encara Zenit, Lyon e Gent. O campeão russo continua contando com o brasileiro Hulk como maior estrela, uma grande ameaça no ataque. Também tem o central Garay e o espanhol Javi Garcia. No Lyon, o maior perigo é o atacante Lacazette, o maior artilheiro da França. Finalmente, o Gent é a cereja do bolo deste grupo.

Fora dos espanhóis, o jogo mais fascinante está no Grupo G, com o duelo entre Chelsea e Porto ou, o que é o mesmo, entre Mourinho e Casillas. O treinador português e o goleiro espanhol voltam a se encontrar depois da tempestuosa última temporada de Mourinho no banco do Real Madrid.

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