Joseph Blatter

Cinco coisas que você não sabia sobre Joseph Blatter, o presidente da FIFA

Quando jovem, foi um atacante medíocre que jogou como amador na Suíça Tem muito interesse por moda feminina e fala com os mortos

Joseph Blatter, 79 anos, acompanhado de sua noiva, Linda Barras, 49 anos, em janeiro de 2015, na cerimônia da Bola de Ouro, em Zurich (Suíça).
Joseph Blatter, 79 anos, acompanhado de sua noiva, Linda Barras, 49 anos, em janeiro de 2015, na cerimônia da Bola de Ouro, em Zurich (Suíça).

Cristiano Ronaldo e Messi (e outros jogadores estratosféricos) podem marcar muitos gols e arrastar multidões de fãs entusiasmados, mas na verdade a figura mais poderosa do futebol é esse homem de terno e gravata que, ocasionalmente, pode ser visto em palcos e atos oficiais do futebol. Joseph Blatter (Suíça, 79 anos) é o mandachuva da FIFA, a organização centenária (fundada em 1904) que dita os dogmas do esporte rei. Centenária e controvertida: na terça-feira, às vésperas de seu 65º Congresso, vários de seus dirigentes foram presos de madrugada em um hotel nos Alpes onde estavam reunidos (Um momento: estavam reunidos de madrugada?), acusados de corrupção. Mas quem é esse chefão influente que pode ser derrubado nesta sexta-feira? E o mais importante: ele entende de futebol?

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Foi um craque... amador

Se alguma vez calçou chuteiras foi nas divisões amadoras em sua Suíça natal. Ele garante que jogava como atacante, e em uma entrevista para a CNN, gabou-se de seu grande faro goleador; a verdade é que, ao vê-lo agora, custa imaginá-lo escapando dos defensores como o típico atacante hábil e veloz. Por que, então, nenhuma das altamente competitivas equipes da liga profissional suíça se interessou por seus serviços? Diz a lenda que o FC Lausanne quis contratá-lo e que seu pai tirou-lhe a ideia da cabeça, alegando que jamais ganharia dinheiro com o futebol; que ironia! Blatter também confessou que naqueles tempos costumava se jogar no gramado com bastante facilidade: isso, dando exemplo.

Interessado por moda feminina

Casado três vezes, mostrou em várias ocasiões um interesse inusitado por moda feminina: de acordo com o Daily Star, foi presidente da Sociedade Mundial de Amigos da Cinta-Liga (criada, segundo seu perfil no Facebook, para combater a dominância da calcinha) e sobre o futebol feminino disse: “Deixemos as meninas jogarem com roupas mais femininas, como no vôlei. Eles poderiam usar roupas mais justas”.

Gosta de carros velozes

E se forem caros, melhor. Infelizmente, como relataram vários meios de comunicação suíços, em 2009, enquanto dirigia sua Mercedes SL 63 AMG (que custa cerca de 500.000 reais), bateu na saída de um túnel nos Alpes em um VW Golf que circulava à frente, devagar. Apesar de o outro veículo ter ficado inclinado sobre um terrapleno por causa do impacto, seu ocupante não ficou ferido. Naquela ocasião, Blatter viajava sozinho; Ele não estava acompanhado da namorada de então, uma loira polonesa chamada Ilona. A coisa mais estranha aconteceu depois: segundo as mesmas fontes, alguém rapidamente mudou a placa da Mercedes, supostamente para o nome de Blatter não aparecer no boletim de ocorrência da polícia.

Prêmios extravagantes

Desde 1956, ele é membro da Associação Suíça de Jornalistas Esportivos e, desde 1999, membro do Comité Olímpico Internacional (COI). Promoveu diversas iniciativas humanitárias, apoiando a partir da FIFA o UNICEF e a SOS Children. Ao longo de sua longa carreira recebeu muitos e variados prêmios. Entre os mais bizarros figuram a Ordem dos Cavaleiros do Sultanato de Pahang, na Malásia, o Grande Cordão de Wissam Alaouite, no Marrocos, e a Ordem Mérito do Iêmen.

Faz contato como além

Define-se como um homem “simples e devoto” que a cada vez que retorna a Visp, sua cidade natal, a primeira coisa que faz é visitar o túmulo da mãe. Na última vez, disse recentemente ao jornal suíço NZZ, “contatou” com a morta, e aparentemente a defunta senhora insistiu para que ele se juntasse a ela no além. “Mãe, eu estou bem, ainda não é o momento”, confessa ter respondido Blatter. Na mesma entrevista declarou que se sente como “uma cabra de montanha que anda, anda e anda, não pode parar, só seguir em frente”. Resta saber se no Congresso da FIFA de 29 de maio sua teimosia será bruscamente freada.