Banco Santander

Brasil puxa crescimento do lucro global do Banco Santander

Instituição ganhou 1,72 bilhão de euros até março, um aumento de 32% em relação a 2014

José Antonio Álvarez e José García Cantera nesta terça-feira na apresentação de resultados.
José Antonio Álvarez e José García Cantera nesta terça-feira na apresentação de resultados.U. M

O Grupo Santander obteve lucro líquido de 1,72 bilhão de euros (5,42 bilhões de reais) entre janeiro e março de 2015, ou seja, 32% a mais do que no mesmo período do ano passado, em razão do incremento das receitas por uma maior atividade comercial, entre outros motivos. A operação brasileira teve a maior contribuição individual, o Santander Brasil respondeu por 21% do resultado global, seguido pelo Reino Unido, com 20% e pela Espanha, com 15%.

Em um comunicado enviado nesta terça-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), o banco explica que esse incremento do lucro permitiu uma melhora da rentabilidade (ROTE) de 1,1 ponto, até 11,5%. O crédito aos clientes cresceu 14,3%, até 793,9 bilhões de euros, o que significa que o saldo de créditos aumentou em pouco mais de 100 bilhões num ano, segundo a instituição, que acrescenta que o crédito cresceu em todos os dez mercados principais onde o banco opera, com exceção de Portugal. Os depósitos dos clientes aumentaram 10,8% e somaram 687,3 bilhões de euros.

No Brasil, o Santander alcançou lucro líquido de 1,6 bilhão de reais no primeiro trimestre deste ano, o que representa alta de 14,4% em um ano e de 7,3% na comparação de três meses. A operação brasileira respondeu por mais de um quinto do resultado global. De acordo com o banco, a carteira de crédito ampla - volume de empréstimos feitos descontados os já pagos -, somou 324,7 bilhões, um aumento de 18% em um ano.

Mais informações

O índice de inadimplência no Santander Brasil acima de 90 dias ficou em 3%, uma queda de 0,8 ponto porcentual em relação ao outro ano.

O Banco Santander conseguiu em 2014 um lucro consolidado de 5,81 milhões de euros, ou seja, um aumento de 39% em relação às contas de 2013.

Em 7 de abril, a instituição, presidida por Ana Botín, superou pela primeira vez em sua história os 100 bilhões de euros de valor em Bolsa, com o que se posicionava como primeiro banco da zona do euro por capitalização em bolsa. Entre as empresas espanholas, esse é um número que até agora somente tinha sido alcançado pela Telefónica.