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Final da Copa de 2022 no Catar será em 18 de dezembro

Comitê Executivo da FIFA confirma a decisão, apesar da oposição das ligas europeias

Reprodução do futuro estádio Qatar Foundation.
Reprodução do futuro estádio Qatar Foundation.

O Comitê Exxecutivo da FIFA, reunido em Zurique, confirmou nesta quinta-feira que a final da Copa do Mundo de 2022 no Catar será disputada em 18 de dezembro —dia nacional do país—, e que o torneio vai durar “em princípio 28 dias”, quatro a menos que outras edições, segundo o formato aprovado. Será a primeira vez na história que a competição será disputada quase no verão brasileiro, precisamente nos meses de novembro e dezembro. O grupo de trabalho encarregado de criar o calendário internacional de partidas já havia proposto há algumas semanas que o torneio fosse disputado entre 19 de novembro e 23 de dezembro, e agora a FIFA confirma o período com o agendamento da grande final para o dia 18, como já havia antecipado o presidente da entidade, Joseph Blatter.

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"Em princípio precisaremos de 28 dias para o torneio. Na próxima reunião teremos conversas sobre o calendário internacional”, afirmou Walter de Gregorio, diretor de Comunicação da FIFA.

Será, portanto, a primeira Copa do Mundo realizada durante o outono das grandes ligas de futebol da Europa, já que as elevadas temperaturas do emirado em julho, em torno dos 50ºC, impedem que o torneio seja realizado durante o verão boreal. As cláusulas da eleição da sede do Mundial de 2022, no entanto, previam que o campeonato fosse realizado em junho e julho.

A realização do Mundial nesse período obrigará uma complexa reorganização do calendário. “Perturbará e causará um grande prejuízo ao andamento normal das competições nacionais”, afirmou a Associação de Ligas Europeias, que defendia a realização da Copa do Mundo em maio. Por isso, estabeleceram como condição serem indenizadas caso o Mundial fosse realizado no inverno boreal, possibilidade que a FIFA rejeitou de cara.

Houve inclusive propostas para atrasar em um ano o Mundial de 2022, mas o Grupo de Trabalho da FIFA argumentou que o período que vai entre o fim de novembro e o fim de dezembro era uma “janela mais efetiva”, já que, “por razões legais”, o Mundial não poderia ser adiado até 2023.

Os Clubes Europeus —agrupados na EPFL e na ECA—, também demonstraram sua oposição à medida, que conta, no entanto, com o apoio da UEFA —assim como das outras cinco confederações continentais da FIFA— e do sindicato internacional dos jogadores (FIFPro).

Essa reunião do Comitê Executivo da FIFA é a penúltima a ser presidida por Joseph Blatter antes das eleições nas quais o dirigente suíço buscará seu quinto mandato à frente da entidade.

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