SEGUNDO MANDATO

Dilma promete ajustes na economia sem prejudicar número de empregos

“Vamos derrotar a falsa tese de que há conflito entre ajustes na economia e avanços sociais", disse a presidenta

Dilma acena ao chegar no Palácio do Planalto para discursar à população.
Dilma acena ao chegar no Palácio do Planalto para discursar à população. (REUTERS)

A cerimônia de posse para o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, e o quarto consecutivo do Partido dos Trabalhadores, começou por volta das 15 horas, com um desfile no Rolls-Royce presidencial, ao lado da filha, Paula Rousseff, acenando para o público que a esperava sob o forte sol da capital brasileira.

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Com a presença de 12 presidentes latino-americanos, e outra dezenas de vices, incluindo Joe Biden, dos Estados Unidos, Rousseff sinalizou que o país continuará abrindo o espaço para as conquistas sociais, com mais responsabilidade na gestão econômica. “Vamos derrotar a falsa tese de que há conflito entre ajustes na economia e avanços sociais", disse ela, diante dos parlamentares e dos chefes de Estado convidados. Segundo ela, "os primeiros passos desta caminhada passam por um ajuste nas contas públicas, um aumento na poupança interna, a ampliação do investimento e a elevação da produtividade da economia."

Ao destacar a necessidade de voltar a crescer, Rousseff assegurou que é possível um ambiente mais favorável aos negócios. "Tudo voltado para o que é mais importante e mais prioritário: a manutenção do empregos e a valorização do salário mínimo, que continuaremos a assegurar", afirmou ela, comprometendo-se com a ampliação do investimento e a elevação da produtividade da economia. "Faremos isso com menos sacrifício possível para a população, em especial os mais necessitados. Temos consciência de que ampliação de políticas sociais exige equidade e correção de distorções e excesso", completou.

Nos 40 minutos de discurso, Rousseff tentou dar respostas a todos os questionamentos que giram em torno do seu Governo, incluindo o descontrole da corrupção, os desmandos na Petrobras, e a inflação persistente. Ela se comprometeu com um pacto contra a corrupção, que incluirá o envio de medidas de punição mais rigorosa aos que forem pegos em atos ilícitos e a agilização de processos de investigação de desvios de recursos públicos.

Reiterou ainda que a Petrobras é maior que as denúncias em que se vê envolvida, e que ela será protegida de seus inimigos internos e externos. "Não podemos permitir que a Petrobras seja alvo de um cerco especulativo de interesses contrariados com a adoção do regime de partilha e da política de conteúdo nacional, que asseguraram ao nosso povo o controle sobre nossas riquezas petrolíferas."

Conquista social

A presidenta firmou boa parte do seu discurso nas conquistas sociais alcançadas em seu Governo e do seu padrinho, o ex-presidente Lula. "Retiramos 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza, 22 milhões no meu primeiro mandato", afirmou.

"Nunca tantos brasileiros conquistaram empregos com carteira assinada e nunca tantos brasileiros tiveram acesso ao ensino técnico e à universidade", completou.

Dilma procurou reforçar a ideia de que o país está blindado de uma crise institucional. "Nunca o Brasil viveu período tão longo sem crise institucional, nunca as instituições foram tão respeitadas", completou.

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