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Torcedor morre em briga após jogo entre La Coruña e Atlético de Madri

Homem morreu após uma briga entre torcidas organizadas perto do estádio Calderón

Integrantes de torcida do Atlético jogam Francisco Romero em rio

Um homem de 43 anos, torcedor do Deportivo La Coruña, morreu em consequência de golpes recebidos em uma briga entre membros de torcidas organizadas do Atlético e do time gallego, a Frente Atlético e os Riazor Blues, ocorrida no entorno do parque Madrid Río, perto do estádio Vicente Calderón. A briga começou por volta de 8h40 e, além do morto, deixou saldo de 10 feridos, entre eles um policial. A vítima fatal se chama Francisco Javier Romero Taboada, natural de Corunha, na Galícia. Até o momento, 20 pessoas foram detidas e outras 30 foram identificadas.

Seis encapuzados agridem dois torcedores do Atlético em La Coruña

Seis encapuzados agrediram neste domingo duas pessoas na sede da torcida local do Atlético de Madri em um bar de Corunha. O incidente, que terminou com dois feridos sem gravidade, ocorreu no início da tarde no bar La Parroquia.

Um dos feridos foi agredido com uma garrafa, e o outro levou um soco no olho, de acordo com fontes envolvidas na investigação. Quando os agentes de Polícia chegaram ao lugar dos acontecimentos, os agressores já tinham escapado.

A Polícia Nacional abriu uma investigação para identificar os suspeitos de cometer a agressão. Os fatos aconteceram horas depois da briga protagonizada em Madri por torcedores radicais do Deportivo e do Atlético, na qual morreu 'Jimmy', um torcedor do time de Corunha, de 43 anos, que deixou um filho pequeno.

Francisco Javier Romero Taboada.
Francisco Javier Romero Taboada.

De acordo com informações de fontes da polícia, a briga, que também teve a participação dos Bukaneros, torcedores radicais do Rayo com ideologia de ultraesquerda, e dos Alkor Hooligans, todos esses do lado dos gallegos, aconteceu nas ruas de San Rufo, Virgen del Puerto e na Ermita del Santo, entre outras. A briga começou com cerca de 60 pessoas, mas até 180 chegaram a participar. A Comissão Nacional contra a Violência havia declarado a partida de “baixo risco”, segundo fontes policiais.

Devido à gravidade do incidente, a Comissão convocou uma reunião de emergência para esta segunda-feira de manhã para analisar os acontecimentos.

A Liga de Futebol Profissional (LFP) manifestou sua repulsa aos acontecimentos por meio de comunicado. “A LFP foi firme em sua intenção de suspender a realização da partida, sem que tenha sido possível”, afirmou em nota. “Na instituição, se trabalha junto às Torcidas Unidas, ao Corpo Nacional de Polícia e a todos os clubes e SAD para erradicar a violência, o racismo, a xenofobia e a intolerância no futebol profissional”.

Segundo uma testemunha presencial, cerca de 50 torcedores da Frente Atlético esperavam a chegada de ônibus oriundos de Corunha, armados com objetos e usando distintivos de seu grupo. Assim que os torcedores gallegos desceram começou a briga, na qual 10 pessoas ficaram feridas, algumas delas por arma branca. Um torcedor do La Coruña recebeu uma facada nas costas. Dois torcedores foram jogados no rio. Um deles saiu por sua própria conta, e o outro é o homem que morreu.

Os agentes da Unidade de Intervenção Policial (UIP) prenderam um torcedor da Frente Atlético com marcas de sangue e localizaram um grupo de cerca de 90 torcedores do La Coruña. Eles foram fichados pela polícia e mandados de volta para a Galícia. Os agentes, que apreenderam “paus e outros instrumentos de agressão”, identificaram suspeitos no entorno do estádio e nas ruas adjacentes.

A partida entre Atlético e do Deportivo La Coruña, prevista para começar às 12h, não foi suspensa devido ao incidente. Os torcedores vaiaram a torcida organizada Frente Atlético.

Polícia não descarta novas prisões

A delegada do Governo de Madri, Cristina Cifuentes, expressou neste domingo sua “enérgica repulsa pelos incidentes lamentáveis” que ocorreram pela manhã, quando uma briga entre “torcedores radicais” do Atlético de Madri e do Deportivo la Coruña teve como saldo um morto e mais de uma dezena de feridos.

“Foram efetuadas 15 detenções e foram identificados 90 membros dos Riazor Blues”, afirmou, apesar de a Polícia Nacional ter informado por meio de sua conta no Twitter que o número de detidos chega a 20. Eles foram acusados de provocar briga e, em dois casos, de atentado, resistência e desobediência. “O inquérito policial segue em aberto e não estão descartadas novas detenções”, afirmou Cifuentes. A polícia está patrulhando a região e visitando diferentes hospitais para evitar novos incidentes e deter outros possíveis participantes dos fatos”, acrescentou.

Além disso, o comando da polícia segue investigando para esclarecer os fatos e determinar a responsabilidade de quem participou dos incidentes, assim como se a briga foi convocada previamente por meio de WhatsApp. A Delegacia do Governo de Madri afirmou ainda que, “segundo informações repassadas pelo comando da polícia da Galícia, não estava prevista a chegada a Madri de membros da torcida do Deportivo Riazor Blues”, e que “a Comissão contra a Violência, o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância no Esporte havia classificado o jogo como de Risco Baixo”.

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