Piloto da F1 Jules Bianchi sai do coma

Piloto foi transferido para a França e permanece em estado crítico, segundo sua família

Jules BIanchi, na apresentação do Grande Prêmio de Japão.
Jules BIanchi, na apresentação do Grande Prêmio de Japão.Shizuo Kambayashi (AP)

Quase dois meses depois do terrível acidente que sofreu nas últimas voltas do Grande Prêmio do Japão, Jules Bianchi saiu do coma induzido e foi transferido do Hospital Geral de Mie, no Japão, para a Clínica Universitária de Nice, na França. Em nota emitida na tarde desta quarta-feira, a família Bianchi informou que o piloto apresentou sinais animadores nos últimos dias.

“Quase sete semanas depois do acidente, e depois de um complicado período na UTI, estamos em condições de afirmar que Jules deu um passo importante. Saiu do estado de coma artificial em que havia entrado imediatamente depois do acidente e respira sem ajuda. Apesar disso, ainda está inconsciente, e sua condição continua sendo classificada como crítica”, diz o texto assinado por Philippe e Christine, seus pais.

Bianchi, de 25 anos, ainda está inconsciente, e sua condição continua sendo classificada como crítica

Embora a situação continue grave – e assim pode permanecer durante algum tempo – os médicos consideraram que seus sinais vitais estavam suficientemente estáveis para realizar uma repatriação, o que ocorreu na noite de terça-feira, em um avião especialmente equipado. Assim que chegou a Nice, Bianchi, de 25 anos, foi levado para a UTI da Clínica Universitária, onde sua evolução será permanentemente monitorada pelo professor Paquis, chefe da unidade de neurocirurgia.

Bianchi, piloto da Marussia, se feriu ao colidir a mais de 150 quilômetros por hora contra um guindaste que retirava outro carro na área de escape do circuito de Suzuka. Exames realizados logo depois confirmaram uma lesão axonal difusa no cérebro, um dos piores diagnósticos, devido à grande área afetada.

Depois disso, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) criou uma comissão de especialistas formada, entre outros, por Ross Brawn e Stefano Domenicali, ex-chefes da Mercedes e Ferrari, respectivamente, para tentar evitar que casos desse tipo se repitam. Nas duas últimas provas (EUA e Brasil) já começou a ser testado um novo protocolo, conhecido como Carro de Segurança Virtual, a partir do qual os pilotos ficam obrigados a reduzir drasticamente a velocidade de seus monopostos quando direção de prova assim determinar. Mas ainda não está previsto que esse sistema seja adotado de forma definitiva nas corridas, pelo menos imediatamente. A FIA deve divulgar suas conclusões em 3 de dezembro, em Doha.

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