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Tecnologias para a saúde

O Vale do Silício inventa um sistema rápido e barato de análise de sangue

Marcos Balfagón

As empresas tecnológicas fizeram dos smartphones uma ferramenta quase imprescindível no mundo moderno. Agora estão mirando, entre outras muitas coisas, a saúde daqueles que usam os celulares. Há novos aplicativos que permitem medir a cada passo os sinais vitais: avaliam o ritmo cardíaco, colhem níveis de glicose no sangue, vigiam o consumo de calorias enquanto uma atividade física é realizada...

No Vale do Silício, o grande laboratório mundial das tecnologias digitais, foi desenvolvido um sistema capaz de analisar o sangue de maneira rápida, simples e barata (o sonho de qualquer ministro da Saúde) graças a um kit parecido ao que é utilizado pelos diabéticos. Uma simples picada e unas poucas gotas são suficientes, aparentemente, para alertar sobre as doenças. Se a invenção se espalhar, sem dúvida poderá revolucionar a medicina, embora por enquanto só esteja sendo comercializada por uma rede de farmácias dos Estados Unidos.

Sua criadora é Elizabeth Holmes, uma norte-americana de 30 anos que aos 19 abandonou a prestigiosa Universidade de Stanford para fundar sua própria empresa com os 3.000 dólares (7.300 reais) que tinha guardado. Esta estudante de Engenharia Química teve a ideia em 2003, quando trabalhava em Singapura na pesquisa de métodos de diagnóstico do vírus da pneumonia atípica e procurava métodos mais eficazes para analisar o sangue. E encontrou a solução: uma pequena picada no dedo e 24 horas depois o usuário recebe o resultado em seu correio eletrônico.

Holmes procurou investidores para o projeto e agora sua empresa, Theranos, vale bilhões de dólares. Entre seus diretores estão os ex-secretários de Estado Henry Kissinger e George Shultz.

A jovem visionária ocupou em Stanford a mesma garagem em que Facebook montou seu primeiro quartel-general. Mas ainda falta um bom caminho a percorrer antes de que Theranos, “a primeira empresa tecnológica de saúde orientada ao consumidor”, como afirma Holmes, passe a ser parte das vidas de milhões de pessoas em todo o mundo. Algo assim como o que aconteceu com a Apple e o Facebook.

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