“Parte da sociedade está determinada a qualificar as mudanças”

A candidata derrotada Marina Silva disse que o apoio para o segundo turno depende de uma conversa “estratégica” entre os partidos da sua coligação

Marina Silva este domingo em São Paulo.
Marina Silva este domingo em São Paulo. Victor Moriyama (Getty Images)

Marina Silva não parecia uma candidata derrotada quando chegou à coletiva de imprensa passado das nove da noite, em São Paulo. Sorrindo muito, e bem humorada, a presidenciável do PSB agradeceu seus pouco mais de 22 milhões de votos, um pouco mais do que obteve em 2010. Recém chegada do Acre, onde votou num colégio eleitoral da capital Rio Branco, Marina disse que ainda fará reuniões com os representantes dos partidos coligados antes de tomar posição. “Vai ser uma conversa importante e estratégica”, afirmou.

Sobre os eventuais erros que aconteceram no percurso da campanha, a candidata socialista disse que era necessário “metabolizar o que aconteceu”. A votação parecida com 2010 é vista como positiva por Marina . “Encaro como um crescimento”, avaliou. “Nós estamos avançando e o avanço é a decisão da sociedade brasileira de se manter firme no processo político”, completou. Para ela, o eleitorado que a apoia tem um desejo claro. “Mais de 20% da sociedade brasileira está determinada que a mudança precisa ser qualificada.” A presidenciável, entretanto, admitiu que algo precisa ser ajustado. “Tem aquela frase: Mude antes de ser mudado e a sociedade brasileira está nos mudando”.

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Independentemente dos rumos que serão tomados pelo PSB, a candidata disse que se manterá no projeto de criar o grupo Rede. “Estamos focados em dar continuidade ao processo que suscitamos no primeiro turno de ter uma parcela significativa da sociedade que se identifica com os nossos processos. O projeto da Rede caminha junto”, explicou. Marina disse que não imaginava que o PSB precisaria de ajuda após a morte de Eduardo Campos. “Nestes 40 dias fizemos de tudo para honrar o legado que nos foi entregue para esse momento das eleições”, disse. E celebrou a resistência a “uma inédita e despropositada agressividade política” dos adversário, o que por si só já era uma vitória. Ao ser questionada sobre o que o ex-governador de Pernambuco diria se estivesse vivo, Marina repetiu o que ele disse em sua última entrevista antes do acidente aéreo: não vamos desistir do Brasil.

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