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A Repsol faz uma importante descoberta de petróleo em águas brasileiras

Esse é o quarto poço da empresa no megacampo de Sapinhoá A petroleira tem direitos de exploração em sete blocos em águas brasileiras

Carmen Monforte
Unidade Cidade de Ilhabela.
Unidade Cidade de Ilhabela.Agência Petrobras

A Repsol Sinopec Brasil, que explora o bloco BM-C-33 em parceria com a Statoil e a Petrobras, informou à Agência Nacional de Petróleo (ANP) brasileira a presença de uma coluna de cerca de 300 metros de hidrocarbonetos de boa qualidade no poço Seat 2, no pré-sal brasileiro, concretamente na formação Lagoa Feia, a 6.225 metros de profundidade.

Segundo informa a empresa petroleira espanhola, após seis meses de trabalho, o poço finalmente alcançou uma profundidade total de 6.630 metros. Já foram iniciados os testes e operações que permitirão não só obter informações mais detalhadas sobre as dimensões da Seat 2 e suas características, como também definir os cenários futuros da concessão e, consequentemente, os investimentos necessários ao seu desenvolvimento.

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O Seat 2 é o quarto poço da Repsol em Sapinhoá, na bacia de Santos. Os quatro poços estão conectados e, juntos, produzem cerca de 120.000 BOE (barris de óleo equivalente) por dia, alcançando a capacidade total da primeira FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo para outra embarcação), transferida à unidade Cidade de São Paulo. Esta tem capacidade para processar 120.000 barris de petróleo e 5 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

A segunda unidade, Cidade de Ilhabela, com uma capacidade de 150.000 BOE, já está no Brasil e planeja extrair o first oil até o fim do ano. A unidade espera obter uma grande produção durante o primeiro semestre de 2015.

No final de 2013, a Repsol detinha direitos de exploração de sete blocos no Brasil: quatro de exploração (363 quilômetros quadrados de superfície total) e três de desenvolvimento (113 quilômetros quadrados de superfíce total), localizados nas bacias de Santos, Espírito Santo e Campos. A Repsol é a operadora de um desses blocos. Em 31 de dezembro de 2013, as reservas líquidas comprovadas de petróleo e gás natural eram estimadas em 59,3 milhões de barris.

Sucesso brasileiro

Segundo a Repsol, os bons resultados obtidos no Brasil são explicados pela parceria firmada em 2010 entre a Repsol e a petroleira chinesa Sinopec, com participações de 60% e 40%, respectivamente, criando a subsidiária Repsol Sinopec Brasil. Esta empresa é uma das líderes em exploração e produção no Brasil, "onde tem uma posição estratégica nas áreas de maior potencial do pré-sal brasileiro e realiza uma intensa atividade de exploração na prolífica bacia de Santos, em conjunto com a Petrobras e a BG".

A Repsol tem no Brasil um importante e diversificado portfólio de ativos, que inclui os campos produtivos de Sapinhoá e Albacora Leste, além de outras grandes descobertas. O offshore brasileiro é uma das maiores áreas de crescimento em reservas de hidrocarbonetos do mundo.

Em janeiro do ano passado, a Repsol começou a exploração comercial do megacampo de Sapinhoá com o início da produção do primeiro poço produtor na área sul, no bloco BM-S.9, no pré-sal em águas profundas da Bacia de Santos. Já em junho de 2013, fez uma importante descoberta de petróleo de boa qualidade no bloco BM-S-50, em águas profundas da mesma bacia. Esse foi o primeiro poço perfurado no bloco BM-S-50, a 194 quilômetros do litoral de São Paulo e com uma lâmina de água de 1.860 metros. Essa foi uma das 10 maiores descobertas do mundo no primeiro semestre de 2013. A Repsol Sinopec Brasil tem uma participação de 20% de participação neste bloco operado pela Petrobras.

No final de outubro de 2013, o navio OceanRigMylos chegou ao bloco 33, na bacia de Campos, e começou as atividades de perfuração em novembro. Este navio é um dos mais modernos do mundo e pode ser usado para perfurar em lâminas d'água de até 3.700 metros. Em dezembro apresentou à ANP a declaração de comercialidade do campo brasileiro.

Esta matéria foi publicada originalmente no jornal econômico Cinco Días, que faz parte do grupo Prisa, o mesmo que publica o El País.

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