CASO NEYMAR

Um tribunal espanhol nega ao Santos a participação no ‘caso Neymar’

Magistrado da Audiência Nacional da Espanha entende que a equipe brasileira não foi prejudicada O magistrado responsável seguiu os critérios da promotoria e do próprio Barcelona Neymar supôs ao clube catalão um desembolso total de 95,1 milhões de euros

Neymar, durante o treinamento do Barcelona nesta terça-feira.
Neymar, durante o treinamento do Barcelona nesta terça-feira.Andreu Dalmau / EFE

O Santos não poderá exercer uma denúncia particular no processo aberto contra o Barcelona e o seu ex-presidente Sandro Rosell na Audiência Nacional espanhola por crime fiscal e administração desleal. A recusa foi determinada pelo magistrado responsável pela instrução do caso, Pablo Ruz. O juiz, seguindo o critério da promotoria e do próprio Barça, considera que a equipe brasileira, que Neymar defendeu até junho de 2013, não está na condição de prejudicado, o que justificaria sua participação.

O contrato de Neymar supôs ao Barcelona um desembolso total de 95,1 milhões de euros divididos em uma dezena de contratos que a Fazenda e o juiz consideram trabalhistas e o clube os fez passar como de marketing, colaboração e obra social. O fato de que se tratem de contratos de trabalho e não de outra natureza tem envolvimentos fiscais, e o Barça deveria ter ingressado no Fisco no momento oportuno pelo menos 9,6 milhões de euros. O clube catalão, com o objetivo de encerrar o quanto antes o processo por crime fiscal contra a própria entidade, pagou 13,5 milhões à Agência Tributária.

Em 13 de março, o juiz Ruz reiterou à FIFA a solicitação de informações sobre o contrato de Neymar. O magistrado pediu também às autoridades judiciais brasileiras que repassem o contrato de trabalho entre o atacante e seu clube de procedência, o Santos, “assim como toda a documentação correspondente ao Barcelona e relacionada à contratação do jogador”. A promotoria busca concretamente “uma suposta carta” do ex-presidente Sandro Rosell dirigida ao presidente do Santos, Odílio Rodrigues, em 19 de julho de 2013 e no qual eram explicadas "as cifras da operação”.

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