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Martino defende Neymar e diz que o clássico é a última chance para o Barça

O técnico afirma que o brasileiro, que deve voltar a ser titular contra o Real Madrid neste domingo, é um dos cinco melhores do mundo, e que um empate não serve para a sua equipe

Martino, durante treinamento do Barcelona neste sábado.
Martino, durante treinamento do Barcelona neste sábado.

“Sim, provavelmente é a última chance que temos”. Assim respondeu o técnico do Barcelona, Tata Martino, quando perguntado sobre a importância para a equipe do jogo deste domingo, contra o arquirrival Real Madrid, na capital espanhola. “Não é o mesmo ter de superar um ponto que quatro (na tabela), como agora, ou sete”, acrescentou. “Os que brigam pelo Campeonato Espanhol não erram muitas vezes mais quando resta tão pouco para se jogar: dez partidas”. O treinador azul-grená considera, portanto, que o empate seria um mau resultado para sua equipe: “Não seria bom; mas às vezes o fato de um placar ser bom ou ruim se decide pelas circunstâncias do jogo. Precisamos ganhar”. E acrescenta: “Temos muita esperança e expectativas de encurtar distâncias. Sempre tratamos de ganhar todas as partidas, mas agora temos a obrigação de fazê-lo”.

A julgar pelo técnico do Barça, a diferença entre sua equipe e o Real Madrid é a regularidade: “As duas equipes chegam ao clássico com as ideias claras, sabemos como queremos jogar. A identidade de ambos está clara. Ocorre que o Real é uma equipe regular e nós somos irregulares. Não tivemos consistência para ser regulares e isso nos fez retroceder na Liga”. Martino lembra, neste sentido, que o Barcelona alternou grandes atuações e outras reprováveis fora de casa: “Devemos pensar mais no que fizemos em Manchester que em Valladolid”.

Martino está preocupado tanto com o seu ataque quanto com a sua defesa, como se vê no treinamento matinal quando realizou uma conversa isolada com Cesc e Messi. “Temos que jogar bem, ter um bom jogo de posse de bola, elaborar as jogadas, evitar as perdas de bola que permitam o contra-ataque do Real, evitar ficar no um contra um com Cristiano Ronaldo e Bale pelas laterais, controlar o jogo”, argumentou. “A partida perfeita está relacionada tanto ao caráter defensivo como ao ofensivo”. Embora não tenha revelado a escalação, os jogadores já a conhecem. Cesc e Neymar, portanto, voltariam à equipe em detrimento a Pedro e Alexis.

O técnico argentino tem uma fé cega em Neymar: “Fez uma partida muito boa contra o (Manchester) City. Não preciso que tenha uma atuação completa nem mediana para confirmar todas as suas qualidades. Tratarei de que não ache que é apenas mais um jogador, que não o é; para mim, é um dos cinco melhores do mundo”. Não esclareceu os outros dois, após citar que entre eles figuram Messi e Cristiano Ronaldo. “Confiamos em que Leo (Messi) faça um grande encontro; sempre aparece nos jogos decisivos, coisa que supõe fatores positivos para a equipe”.

O treinador azul-grená considera que “é importante” que a equipe “saia na frente no marcador”, porque o Barça começou perdendo em seis de suas últimas sete saídas e porque é a melhor maneira de “deixar o rival impaciente”. Martino prefere não comentar também as diferentes informações que asseguram que em junho deixará o clube: “Estar em um local como este implica aceitar e conviver com essas situações e com a instabilidade que as derrotas provocam. Chegar a este cargo não sai gratuito, mas é impagable ser treinador do Barça”.

Apesar de estar concentrado no clássico, Martino não teve problemas em assegurar que a eliminatória das quartas da Liga dos Campeões será muito complicada, porque “o Atlético (de Madri) é uma das três melhores equipes da Europa”.

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