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A transferência de Villa ao Barça, sob investigação

Um juiz solicitará a documentação sobre a venda do atacante do Valencia ao Barcelona em 2010

David Villa durante a sua apresentação como jogador do Barcelona.
David Villa durante a sua apresentação como jogador do Barcelona.Marcellí Sàenz

O tribunal de instrução número 3 de Valência (oeste da Espanha) vai investigar a transferência do atacante David Villa do Valencia para o Barcelona em maio de 2010 e solicitará à Liga de Futebol Profissional do país (LFP) a documentação a respeito. “O contrato tem coisas muito estranhas”, segundo Andrés Sanchis, acionista do Valencia e cuja denúncia contra os ex-dirigentes do clube pela execução da ampliação de capital de 2009 foi admitida a trâmite em fevereiro de 2012.

Em primeiro lugar, explica Sanchis, no âmbito da investigação sobre o gerenciamento no clube, nos dados apresentados ao juiz pelo Valencia através da empresa KPMG há uma informação detalhada sobre todas as transferências dos jogadores e comissões aos seus representantes menos em um caso, o de Villa, atualmente no Atlético de Madri e sobre o qual não há documentos.

Rosell disse que o Barça pagou 40 milhões de euros, mas o ex-agente de Villa acha que foram desembolsados 50

Em segundo lugar, acrescenta Sanchis, o ex-presidente do Barça Sandro Rosell ofereceu ao juiz uma ata notarial segundo a qual a entidade catalã pagou ao Valencia 40 milhões de euros pela transferência do jogador, explicando em um anexo que Villa advertiu a eles nesse momento que mudava de representante: de José Luis Tamargo a uma firma dirigida por Víctor Oñate, ex-funcionário do Valencia. “Também há declarações de Joan Laporta [ex-presidente azul-grená] nas quais diz que o Barça pagou 50 milhões”, emenda Sanchis.

Essa versão de Laporta coincidiria com a do ex-empresário de Villa. Tamargo assegura que ele já tinha fechado o acordo entre o Valencia e o Barça no ano anterior, em 2009, por 42 milhões, mais oito por metas que acabariam se cumprindo. “Quando Manuel Llorente [presidente do Valencia na ocasião] disse aquilo de que ‘só venderemos o Villa se chegar uma oferta escandalosamente escandalosa’, no dia anterior já o tinha vendido”, conta Tamargo, que representava Villa havia 12 anos, antes de receber um comunicado dos advogados do jogador instando que se afastasse da operação de venda do atacante ao Camp Nou. “Depois fomos a julgamento e o juiz disse que, como eu não tinha estado presente à assinatura com o Barça, não tinha direito a nada”, acrescenta Tamargo. “Nunca entendi o que fizeram comigo”, arremata o agente. Tamargo e Oñate serão chamados a prestar depoimento pelo juiz do tribunal de instrução número 3, Francisco Silla.

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