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Os cinco aplicativos que você vai querer ter

Um deles reconhece o movimento dos lábios para desbloquear um celular

E o outro realiza autorretratos do corpo todo

Newscron, a cidade do jornalismo. Escondido no pavilhão suíço, este agregador nasceu em outubro de 2012, da tese de Elia Palme, um doutorando que trabalhou durante quatro anos no desenvolvimento de um algoritmo. “Todos os meus aplicativos de imprensa ocupavam duas telas no celular e perguntei a Elia se seu algoritmo podia ser usado para agrupá-las em um só”, explica Patrick Lardi, um dos três fundadores (junto com Roberto Prato), do nascimento de um agregador que pouco tempo depois de sair no mercado recebia pedidos de jornais como The Guardian para serem acrescentados no app.

No Newscron, o leitor pode escolher se quer ver as notícias segundo tema (Cultura, Esportes, Nacional…) ou o jornal. É gratuito e está disponível em inglês, francês, italiano, alemão e espanhol. Seu valor está no fato de que, em menos de um minuto, o aplicativo mostra uma lista de notícias ordenadas por um critério semântico. “O aplicativo valoriza que meio de comunicação tem a notícia de mais qualidade: se dá mais informação, se tem fotos… Se vários jornais têm textos muito similares, detecta que é uma notícia de agência. De modo que essa será mostrada em último lugar e, o bom é que não se repetirá. Te mostrará só a do primeiro jornal que a publicou, assim, o leitor não perde tempo”. Além disso, atualiza-se rapidamente.

A startup trabalha no desenvolvimento de uma versão premium, cujo preço não passaria de 2,5 euros ao mês e que permitiria acessar também o conteúdo restrito aos meios de pagamento. “Em 2013, 30% dos artigos analisados eram copiados, 40% tinham alguma relação com algum de outro meio e só 30% eram realmente original. Nossa ideia é promover o jornalismo de qualidade e não o "copia e cola". Por isso, também incluímos blogs, contanto que sejam bons. Mais de 100 vieram nos pedir para que fossem agregados", comenta Lardi. “Por isso, quando abre uma notícia, o Newscron funciona como uma espécie de navegador. Isto é, ele te leva à versão online do diário, o que faz com que isso conte como uma visita para eles eles”, explica.

Xooloo App Kids permite aos pais compartilhar o celular com as crianças sem ter que se preocupar que acessem conteúdos inadequados. Basta um botão para que a interface do dispositivo mude. O fundo de tela fica amarelo e roxo e os únicos aplicativos que aparecem são os que os pais escolheram para aparecer. Pode ser programado também o tempo de uso e uma vez chegada a hora limite, a criança já não tem acesso aos aplicativos. Pensada para menores de cinco anos, está disponível em inglês e francês e logo estará em espanhol. É gratuito, embora também haja uma versão paga que, por 1,99 euros ao mês, permite aos pequenos acessar ao navegador de Xooloo, que só mostra conteúdo apto para menores e determinar os contatos que a criança pode chamar e receber telefonemas. Por enquanto, só está disponível para o Android, embora logo estará disponível também em iOS.

138 bilhões de aplicativos serão baixados neste ano no mundo, a metade que em 2017

Lok lok. Uma verdadeira novidade do Mobile World Congress, pois chegou ao mercado na segunda-feira passada. Há gente com quem queremos estar conectados o tempo todo. Embora às vezes não tenhamos nada para dizer. Com o Lok lok, já não é necessário sair da tela de bloqueio do móvel para enviar sinais de vida a amigos ou familiares. O primeiro passo é criar um grupo com quem queremos estar em contato. Tendo o dispositivo bloqueado, basta tocar uma vez a tela para que ela se ilumine e possamos desenhar sobre ela com o dedo. Quando terminar, é só clicar na seta de enviar. Imediatamente, o desenho aparecerá na tela de bloqueio de todos os membros do grupo. A imagem de fundo não varia, cada um mantém a sua. Mas sobre a imagem de todos, aparece o desenho. Para apagá-lo, é preciso tocar a tela com dois dedos para que apareça um círculo que pode ser feito maior ou menor separando e juntando os círculos. Se um apagar, o desenho se apagará para todos. O aplicativo é gratuito e só está disponível em Android. Tem uma opção para tirar fotos ou mesmo pegar as imagens de arquivo, desenhar sobre elas e enviar. Por enquanto, não é possível estar em mais de um grupo ao mesmo tempo e os convites são feitos por e-mail, não pelos números do celular. O acesso também é possível ser feito em tablets.

Cam Me, a selfie perfeita. A empresa israelense PointGrab ganhou, na terça-feira passada, o prêmio de Aplicativo mais Inovador do Global Mobile Awards. Cam Me permite proliferar a febre das selfies do rosto de do corpo inteiro. Este app toma fotos a distância com o celular. Só é preciso levantar o braço e fechar a mão para que o aplicativo entenda que queremos uma imagem. Poucos segundos depois, a câmera dispara. Também existe a opção de fazer três fotos seguidas e as apresentar do modo clássico das fotos. Por enquanto é gratuito e só está disponível para iPhones.

Liopa, lábios seguros. Nem tudo o que foi apresentado no Mobile World Congress já está no mercado. As irlandesas Queen’s University in Belfast e O Centro de Tecnologias para a Segurança da Informática apresentaram um aplicativo ideal para os que nunca lembram suas senhas. Em vez de digitar os números, Liopa (que significa lábios em irlandês) ativa a câmera e amostra cinco dígitos combinados a esmo que o usuário deve ler.

Segundo o movimento dos lábios, o app é capaz de determinar se a pessoa que lê o código é quem deveria ser. Poderia ser utilizado em transações bancárias através do celular. O aplicativo utiliza 70 pontos que coloca ao redor da imagem da boca na primeira vez que se lê os números em frente ao celular. Esta leitura serve para detectar a identidade de quem fala.

Estes cinco aplicativos deverão tentar sobreviver entre os mais de 2 bilhões que há em lojas como Google Play e AppStore, as duas principais. No ano passado, foram baixados em todo o mundo 102 bilhões de aplicativos, 36 bilhões a menos que neste ano. Os rendimentos obtidos pelos aplicativos, embora 90% sejam gratuitos, chegaram a 35 bilhões de de dólares, 8.000 a mais que em 2012, segundo os dados da Gartner. Em 2017, 48% de todos os rendimentos procederão de apps gratuitos mas que têm diversas versões pagas em seguida, em 2012 esse sistema só elevou 11% dos rendimentos.